"Seu Rosto não lhe Pertence"
O menino olhou para ele, admirado. Ele tinha vindo para o café da manhã, todo carrancudo, e parou de comer. Todo mundo via a sombra do máu gênio do seu olhar. As palavras do pai trouxeram o menino á realidade e ele olhou-o com uma expressão de culpado, sem todavia compreender o sentido delas. -- Seu rosto não lhe pertence, repetia seu pai. Não se esqueça disso. Ele pertence aos outros. Eles, não você, têm de olhar para seu rosto. O menino nunca tinha pensado nisso, mas ele entendeu e não se esqueceu dessas palavras. Todos nós também devemos entender, e ninguém deve esquecer-se de que nossos rostos pertencem aos outros, e conservemos uma expressão doce, bondosa, um olhar limpido e alegre. (Transcrição) |