"Seu Rosto não lhe Pertence"

-- Meu filho, - disse certo bom pae que sabia como gracejar e ser um bom camarada de seu filho de sete anos de edade, - seu rosto não lhe pertence.

O menino olhou para ele, admirado. Ele tinha vindo para o café da manhã, todo carrancudo, e parou de comer. Todo mundo via a sombra do máu gênio do seu olhar.

As palavras do pai trouxeram o menino á realidade e ele olhou-o com uma expressão de culpado, sem todavia compreender o sentido delas.

-- Seu rosto não lhe pertence, repetia seu pai. Não se esqueça disso. Ele pertence aos outros. Eles, não você, têm de olhar para seu rosto.

O menino nunca tinha pensado nisso, mas ele entendeu e não se esqueceu dessas palavras. Todos nós também devemos entender, e ninguém deve esquecer-se de que nossos rostos pertencem aos outros, e conservemos uma expressão doce, bondosa, um olhar limpido e alegre.

(Transcrição)

           
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