O Coral de 1961 – Foto

JMC - Coral 1963

JMC - Coral 1963 - Wide

Correção: Numa versão publicada hoje mesmo, mas cedo, descrevi esta foto como sendo de 1963. Cometi um engano: ela é de 1961. Descobri porque encontrei nela, no primeiro lugar da terceira fila, contando da frente e da esquerda, o meu colega de classe, já falecido, Ambrósio Jorge Netto, que só fez o primeiro ano comigo no JMC, saindo a partir de 1962. A foto tem 56 anos, portanto.

Acrescentadas em Salto, 8 de Maio de 2017

Falecimento de Elisa Pemberton (24/7/16)

Meu querido amigo e ex-colega do Instituto JMC, Ted Pemberton, filho do Rev. Pemberton e Dona Jean (falecida), ex-diretores da escola, acaba de comunicar que sua mulher, ELISA PEMBERTON, faleceu às 21h de hoje (Domingo, 24/7/16).

Elisa estava internada, bastante mal, com um câncer que já durava algum tempo.

O sepultamento será amanhã, segunda-feira, 25/7/16, no Cemitério da Paz, no Morumbi, aqui em São Paulo, às 16h.

O velório será no mesmo cemitério, a partir das 10h da manhã de amanhã, segunda-feira, 25/4/16.

O Ted pede que não liguem para ele. Se precisarem ou desejarem se comunicar com ele, façam-no por escrito (e-mail or SMS aqui mesmo no Facebook).

Em São Paulo, 24 de Julho de 2016.

Eduardo CHAVES
eduardo.chaves@jmc.org.br

Este Blog e a Página no Facebook

Hoje é 24 de Julho de 2016, Domingo. Tirei a manhã deste dia para ler todos os comentários que existem em posts deste blog. Ao todo, há 87 comentários. Só o artigo de apresentação, que aparece fixo quando se entra no blog, tem nada menos do que 40 comentários! Assim, quem entra aqui às vezes lê apenas um ou dois artigos e não se beneficia com a leitura dos comentários que são feitos diretamente após a transcrição do blog. Aproveitem, tirem um dia para ler esses valiosos depoimentos. Talvez encontrem ali alguém que um dia foi seu BFF – Best Friend Forever (Melhor Amigo Para Sempre).

O endereço oficial do blog é:

https://jmc.org.br

Além do blog, também mantenho uma Página do Instituto JMC no Facebook. Seu endereço oficial é:

https://www.facebook.com/institutojmc/

É com enorme satisfação que vi a movimentação aumentar significativamente na página do “Instituto ‘José Manuel da Conceição'” nos últimos dias.

Gente nova, que nunca havia visitado a página, como o Flavio Dorneles Ferreira, o chamado “Cebolinha 2” (não sei por que “2”), aportou lá e, além de fazer vários comentários, sempre bem-vindos, provocou várias respostas.

Continuem a visitar este blog e a página no Facebook. Lá há muita interação, comentários, fotos…

Mesmo que não estudou lá ou nunca ouviu falar dessa escola, que existiu de 1928 a 1970, é bem-vindo. Estudei lá de 1961 a 1963, tendo lá feito o meu “Curso Clássico” (Ensino Médio de hoje).

O JMC foi a escola mais importante que eu frequentei. E mais, digamos, “impactante” em minha vida.

Para os que não estudaram no JMC, o Instituto também é conhecido como simplesmente “O JMC”, ou mesmo “O Jota”. Os que lá estudaram são conhecidos como “Manuelinos”.

Finalmente, não confundir o Instituto com o Seminário “José Manuel da Conceição”, da Igreja Presbiteriana do Brasil, que é uma instituição bem posterior. Sempre achei que a IPB deveria ter posto um outro nome em seu Seminário, para não confundir as pessoas. Mas eu e a IPB nunca nos entendemos. Felizmente, registrei o domínio jmc.org.br antes dela.

Obrigado a todos os que nos visitam aqui.

Em São Paulo, 24 de Julho de 2016.

Eduardo CHAVES
Responsável pela página
No JMC de 1961 a 1963
Hoje morando em SALTO, SP
eduardo.chaves@jmc.org.br
instituto@jmc.org.br

Perfil de João Wilson Faustini (por Rolando de Nassau)

(Dedicado ao leitor Eduardo Chaves, de Salto, SP)

“Nossa identidade pessoal é totalmente dependente de nossa memória” (John Locke, citado por Eduardo Chaves)

João Wilson Faustini (1931-    ) tem motivo para ser um músico alegre; nascido em Bariri (SP) em 20 de novembro, sua data de nascimento foi escolhida pela Igreja Presbiteriana Independente do Brasil como “Dia do Músico Evangélico” (“O Estandarte”, nov. 2011).

Desde menino, foi muito interessado em hinologia, música sacra e música coral. Aos 13 anos de idade, era o único organista da IPI de Pirajuí (SP).

De 1948 a 1951, foi o aluno no. 611 no Instituto Presbiteriano “José Manuel da Conceição”, em Jandira (SP), onde estudou regência coral e participou do coro regido por Evelina Harper (http://tecnicasderegencia.blogspot.com.br/2013/05).

De 1952 a 1955, Faustini fez o curso de bacharel em música no “Westminster Choir College”, em Princeton, NJ (USA), com ênfase em órgão e canto; também estudou regência coral com John Finley Williamson; aperfeiçoou-se com Robert Shaw e Wilhelm Ehmann. Foi o primeiro brasileiro nessa instituição de alto nível.

De 1955 a 1964, dirigiu o Departamento de Música do “JMC”, onde promoveu anualmente seminários e festivais; em 1959 organizou um Encontro de Corais (que assisti), com a participação de mais de mil cantores.

Atendendo ao convite de Faustini, fui a Jandira (SP) para assistir o Festival de Música Sacra (OJB, 08 out 59). Recebido por Faustini, passei pelo mesmo portão gradeado, construído em 1948, quando e por onde ele ingressou no “JMC”; dista 30 quilometros da capital. Foi fundado em 1928 e fechado em 1970, em pleno regimeautoritário. O festival foi realizado no Auditório “Waddell”.

O segredo do desenvolvimento intelectual e cultural dos alunos estava no fato de que tinham um projeto-de-vida bem definido, tinham motivação para estudar certas matérias; num ambiente de que participavam os professores, os internosdedicavam muito tempo ao estudo. O “JMC” era uma instituição educacional.

Nos “anos dourados” (1953-1959) no Rio de Janeiro e em São Paulo, havia, nos fins-de-semana, concertos sinfônicos para a juventude. Eduardo Chaves conta que, numa apresentação da Sinfonia Coral de Beethoven, ao seu lado estava Faustini, que, na “Ode à Alegria”, liberou abundantes lágrimas … Num Domingo de Páscoa, regendo “Fugi, tristeza e horror”, Faustini também chorou …

Por causa da sua tenacidade, Faustini ficou conhecido como regente excepcional, especialmente quando dirigiu a música na Cruzada Evangelística de Billy Graham e apresentou o Coro Evangélico no Teatro Municipal de São Paulo.

Faustini teve como discípulos os maestros Zuínglio Faustini, Davi Machado, Luiz Roberto Borges, Lutero Rodrigues e Parcival Módolo, e as organistas Dorotéa Kerr e Elisa Freixo.

Fiquei impressionado com a competência de Faustini na regência, adquirida no “Westminster”, e sua humildade na direção dos jovens do “JMC”. Também éramos jovens; Faustini tinha buscado o ambiente dos sons; eu, ainda procurava um caminho para as letras.

Ambos tínhamos adotado nossos pseudônimos. Em 1958, Faustini traduziu o hino “God of Our Fathers” (Deus dos Antigos). Um famoso pregador ouviu atradução, mas ficou empolgado com a música. Não gostou da letra, e disse a Faustini:

“Você pode ser bom músico, mas deixe que os poetas façam os textos dos hinos”.

Faustini fez uma nova tradução; atribuiu a letra ao seu pseudônimo “J. Costa”. Aquele pregador logo disse: “Este sim é um bom poeta!” … (Rolando de Nassau, “Memórias”, http://www.abordo.com.br/nassau/).

Em 1963, formou-se em canto orfeônico e canto pela Escola Paulista de Música. Nos EUA e no Brasil, Faustini apresentou-se em muitos recitais de canto.

De 1964 a 1972, foi organista da “Saint Paul’s Presbyterian Church”, em Newark, NJ (USA), igreja de fala portuguesa.

Em 1966, tornou-se mestre em música sacra (especialização em composição) na escola de música do “Union Theological Seminary”, em New York, NY (USA), sob a orientação de Joseph Goodman.

Em 1967, foi colega de João Dias de Araújo no “Princeton Theological Seminary”, em Princeton, NJ (USA).

Nos últimos 46 anos, Faustini revelou-se profícuo compositor: os antemas e hinos reunidos na “Coleção Evelina Harper”; as coletâneas “Os Céus Proclamam”, “Ecos de Louvor”, “Louvemos a Deus”, “When Breaks the Dawn”, “Brazilian Organ Music”, “Cantai ao Senhor”, “Dádiva Divina” e “Queremos Te Louvar (para uso congregacional e coral), além de um hinário com 61 hinos.

Publicado em 1972, o hinário “Seja louvado” contém 175 hinos inteiramente novos na língua portuguesa (“ULTIMATO”, set. 77). Faustini contribuiu, em 1990, para o “HCC”, com 33 hinos por ele traduzidos.

Em 1973 seu livro “Música e Adoração” começou a difundir noções históricas e práticas ainda muito úteis aos músicos evangélicos no Brasil.

Regente do Coro da PIPI de São Paulo (1972-1975), foi ordenado ministro de música da Catedral Evangélica, cargo que exerceu entre 1976 e 1981, sendo o primeiro no Brasil entre os Evangélicos.

Em 1980, Faustini publicou “Música e Teologia Hoje”, cujas teses endossamos inteiramente; nesse opúsculo expunha a idéia de que todo músico de igreja deveria conhecer teologia. Ele mesmo foi o primeiro ministro de música a ser ordenado pastor (OJB, 04 e 11 jan 81).

Na segunda estadia fora do Brasil (1982-1996), foi novamente ministro da igreja presbiteriana em Newark, NJ (USA); depois (1997-2006),  foi organista e regente coral de uma igreja presbiteriana em Elizabeth, NJ (USA).

Esteve no Brasil em 1988 e 1989 participando de dois seminários, que em 1990 serviram de base para a SOEMUS (Sociedade Evangélica de Música Sacra), da qual é patrono. Em 22 de maio de 2013, na capela anexa à Embaixada do Brasil em Roma, a organista Elisa Freixo executou a peça “Currupio”, de Faustini.

O índice das obras de Faustini está disponível no site http://hinocristao.com/faustini/publicadas/ .

Pela quantidade e qualidade das obras e atividades, Faustini merece ser considerado um dos mais importantes músicos evangélicos do Brasil.

Em 31 de Julho de 2013

O Hino do JMC

HINO DO JMC

Os efeitos da luz nos surpreendem
Nestes campos banhados de sol.
Relvas, flores, campinas resplendem
Como as tintas de um claro arrebol.

Estribilho:

Luz é vida, esplendor, harmonia,
Saturemos nossa alma de luz.
Que seus dons seu encanto magia,
No Brasil se derrame a flux.

E a ciência qual sol ressurgindo
Luz, espelha e beleza em redor:
Esplendendo, saneando, fulgindo
Torna a vida mais bela e melhor.

Mas de vida mais alta ciência
Do evangelho se ostenta imortal.
De perene divina influência
Saneadora do mundo moral.

Sob o signo ouro azul do Cruzeiro
De fé viva um clarão irrompeu:
“Conceição” da verdade luzei
Que em Jandira o amor acendeu.

(Joaquim S. Costa, 1967)