6º Encontro de Manuelinos: 21-23/9/18 – Aviso Oficial nº 2

Aqui estou eu de novo… Este é um Segundo Aviso Oficial!

Meus caros colegas e amigos manuelinos:

Hoje é dia 5 de Maio.

Daqui a exatamente um mês, no dia 5 de Junho, vence o prazo para o pagamento da primeira parcela (de três) para a participação em nosso Sexto Encontro Expandido (porque tem três dias, e não apenas um, como era antigamente), que se realizará, de 21 a 23 de Setembro de 2018, no Hotel Golden Park Viracopos, em Campinas.

O Encontro começa numa sexta-feira (dia 21/9), às 14h, e termina no domingo (23/9), também às 14h. Embora ele cubra três dias de calendário, nós teremos 48 horas para desfrutar a companhia um dos outros, relembrando nossos dias no Jota, contando causos, cantando, vendo e tirando fotos, etc.

Eu sei que alguns podem achar que é caro pagar R$ 618,00 reais por duas diárias para duas pessoas no hotel. Mas olhe para a questão deste ângulo:

• Esse preço representa um custo de R$ 154,50 por pessoa, por dia.

• Nesse preço estão incluídos, para cada dia, para cada pessoa, além da hospedagem em um quarto agradável e confortável, três refeições (café da manhã, almoço e jantar completos), num rico bufê com escolhas variadas, suco e refrigerante incluído, no almoço e no jantar. Se imaginarmos que metade do preço por dia, por pessoa, ou seja, R$ 77,25, vai para cobrir a hospedagem, em si, isso deixa um custo de R$ 25,75 por refeição completa, por dia, por pessoa. Olhando a questão dessa forma, não é caro. Anteontem eu paguei R$11,50 por um cafezinho expresso (dos pequenos, ou curtos) e um pão de queijo no Café do Ponto do Shopping Plaza em Itu.

• Além disso, o hotel é agradável e pitoresco, cheio de mangueiras, com piscina, salão de ginástica (não que a gente precise de ginástica, longe disso!), etc. Por cima disso, o hotel é acessível, ficando entre Campinas e Indaiatuba, ao lado de duas das melhores rodovias do estado de São Paulo (Bandeirantes e Santos Dumont). Se você for de carro, o estacionamento do seu carro é gratuito. Se você for de ônibus, a excelente nova Rodoviária de Campinas fica a menos de meia hora. Se for de avião, o maravilhoso novo Aeroporto de Viracopos, o principal hub da Azul no Brazil, com vôos para todas as capitais e grande cidades do país.

• Em último lugar, você pode parcelar o seu pagamento em três parcelas de R$ 206,00, que vencerão em 5 de Junho, 5 de Julho e 5 de Agosto. Assim, quando você estiver no Encontro, tudo já estará pago e você estará de cabeça fresca para desfrutar a companhia de amigos, alguns dos quais você, possivelmente, não vê há muito tempo.

Há uma outra coisa que preocupa algumas pessoas, e que não tem que ver com dinheiro. Daqui a dois anos, em 2020, fará 50 anos que o Jota fechou. Isso significa que possivelmente a gente vá topar com algumas pessoas, no Encontro, que a gente não vê há quase cinquenta anos, ou mais. Isso deixa algumas pessoas preocupadas. Será que aquelas pessoas que eram minha amigas lá atrás, há tanto tempo, ainda serão minhas amigas, do mesmo jeito, com o mesmo carinho? Será que elas mudaram demais? Será que eu vou reconhecê-las, quando as encontrar? E eu??? Será que eu não mudei demais? A gente convive consigo mesmo todo dia, e, por isso, se acostuma com as mudanças. Mas e os outros, será que vão me reconhecer??? Será que não vão achar que eu envelheci demais, engordei, fiquei enrugado, fiquei careca (no caso dos homens)? É verdade que alguns de nós vão estar com bengalinha, outros vão estar sem bengala mas andando de forma hesitante, segurando nos corrimões, e tudo isso. Mas, no fundo, todo mundo estará louco para encontrar seus amigos de tanto tempo, saber os detalhes de sua vida, se estão solteiros, casados ou viúvos, quantas vezes casaram, se têm filhos, netos e bisnetos… O pessoal vai trazer fotos da época do Jota. . . Em outras palavras: será uma glória. Se você está preocupado com sua aparência, esqueça: o tempo passou para todo mundo, todos nós envelhecemos.

Um tempo atrás li uma biografia de Ingrid Bergmann, aquela sueca linda que, em 1942 (um ano antes de eu nascer) trabalhou no filme Casablanca, com Humphrey Bogart. Ela foi considerada a mulher mais linda do mundo na época que o filme ganhou o Oscar em 1943, o meu ano de nascimento. Uma vez um repórter sem nenhum tato perguntou para ela, como ela se sentia, aquela que foi a mulher mais linda do mundo, agora que era velha, meio gordinha, meio enrugada… A resposta dela foi sábia. O preço de não envelhecer é muito caro: é morrer cedo demais. Assim sendo, estou muito feliz com minhas gordurinhas, minhas rugas e meus cabelos brancos…

É isso.

Neste ano de 2018 vamos celebrar o aniversário de 90 anos da fundação do JMC. Ele foi criado em 1928. Querem saber um segredo? O Rev. Pemberton foi “criado” sete anos antes, em 1921. E, graças a Deus, não só ainda está firme entre nós, como foi o primeiro a fazer a reserva para o Encontro, para ele e para a Vera Lúcia, mulher dele! Alguns dias depois do Encontro ele completará, Deus querendo, 97 anos de vida.

Mas não acabei ainda. A gente quer muito que você venha – mas quer que você convença outras pessoas a virem também. Quem sabe seu cônjuge ou companheiro – pode ser até do mesmo sexo, a gente não repara. Quem sabe seus filhos, ou seus netos, ou seus bisnetos. Ou seus amigos e vizinhos, que podem imaginar (como disse o Rev. Harper um dia) o que será que faz esse povo cantar tanto?

Dentro de dois anos fará 50 anos que o JMC foi fechado. Se a gente quer que a história do Jota continue a ser contada e sua memória continue a ser celebrada, precisamos passar o bastão para as próximas gerações, para que elas continuem a “combater o bom combate”, não deixando que a carreira do JMC se encerre quando o último de nós que frequentou a escola morrer. Do último encontro, em 2017, para cá quatro de nós se foram: o Ireno Dias Ribeiro, o Walter Carmelo Zoccoli, o Paulo Cosiuc e, anteontem, o Roberto Bueno Sobrinho (que, na década de 40, veio de Rio Verde para estudar no Jota). Vamos fazer como na festa do Oscar: celebrar a memória dos que se foram no último ano, mas não deixar a peteca cair – passar o bastão para as gerações futuras. Por isso, venha, você, mas convença alguém mais a vir com você. Caso contrário, em dez ou vinte anos a memória viva do JMC se apagará e o Jota virará apenas uma página em livros de História da Educação ou de História da Igreja (se tanto).

Não sei se você usa folhinha na parede, agenda na forma de livro, agenda eletrônica, o que for. Mas vá lá, agora, e marque estas datas (vou dar as datas de trás para a frente, começando com as mais distantes):

• 21-23 de Setembro de 2018: Sexto Encontro do JMC

• 22 de Setembro de 2018: Comemorar a chegada da Primavera com os Manuelinos

• 22 de Setembro de 2018: Celebrar os 90 Anos da Fundação do JMC

• 20 de Setembro de 2018: Arrumar a mala para ir para Campinas

• 5 de Setembro de 2018: Celebrar que não há mais nenhuma parcela a pagar. Aproveitar para começar a juntar fotos, flâmulas, convites de formatura, etc. para levar para Campinas

• 5 de Agosto de 2018: Pagar a terceira parcela

• 5 de Julho de 2018: Pagar a segunda parcela

• 5 de Junho de 2018: Pagar a primeira parcela

• 5 de Maio de 2018 (H O J E):

• Ler esta mensagem inteira (eu sei, ela está meio compridinha, mas…)

• Enviar esta mensagem para alguém que possa se interessar e não tê-la recebido.

• Visitar o (novo!) Instagram do JMC, que está hospedado neste endereço https://www.instagram.com/institutojmc/, ver as mais de 60 fotos selecionadas que estão lá, do último Encontro e mais antigas.

• Visitar o Blog do JMC, em https://jmc.org.br, ler alguns artigos, ver a mais de uma centena de fotos que estão disponibilizadas lá.

• Visitar a Página do JMC no Facebook, que pode ser encontrada no seguinte endereço: em https://web.facebook.com/institutojmc/ e ver as centenas de fotos e mensagens deixadas lá.

• Visitar um dos três Grupos de Discussão no Facebook que podem ser encontrados, nos seguintes endereços abaixo:

JMC (criado e gerenciado pela manuelina Rachel Paschoal Demétrio): https://www.facebook.com/groups/257821457590251/

Manuelinos-JMC (criado e gerenciado pela manuelina Oracy Nunes de Oliveira Bertola): https://www.facebook.com/groups/1652025448350677/

Instituto JMC (criado e gerenciado por mim, que sou um manuelino de segunda geração, pois meu pai também foi):
https://web.facebook.com/groups/institutojmc/

Nos Grupos de Discussão você pode comentar o que foi dito, postar coisa nova, compartilhar fotos, etc. Só não vale post político e discussão sobre eleição, tá? Se você está de acordo, estamos combinados.

Se quiser hoje mesmo confirmar a sua reserva, preencha a ficha abaixo e a mande para a Elke Cremm (filha do Elizeu e da Marly). Não precisa pagar nada hoje, só nas datas atrás indicadas. O e-mail da Elke é maravilhacremm@hotmail.com e ela, não contente em ter um WhasApp, tem dois, só para melhor atender vocês: (11) 97981-2704 ou (11) 97190-3505.

E divulgue, divulgue, divulgue… Se você tem acesso ao Brasil Presbiteriano, a O  Estandarte, ao Expositor Cristão, ou a qualquer jornal ou revista de igreja, ponha uma notinha lá. Como a gente está tudo ficando velho, há muitos de nós que não entramos em Facebook, não usamos WhatsApp, etc.

Um abração a todos. Estamos torcendo para ter pelo menos CEM PESSOAS no Encontro, contando manuelinos, agregados e amigos. Vamos alcançar essa meta?

Aqui vai a ficha de novo:

FICHA CADASTRAL PARA O ENCONTRO DOS EX-ALUNOS DO JMC 2018

Dados do Participante e Nome de Acompanhantes

Participante

Nome completo
Endereço
Bairro
CEP
Cidade, Estado, CEP
Fone Fixo (+ DDD)
Fone Celular (+ DDD)
E-mail
RG nº
CPF nº
Nacionalidade
Data de Nascimento
Anos no JMC

Acompanhantes

Nome
Nome
Nome

Salto, 5 de Maio de 2018

Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br
(11) 97984-0000

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6º Encontro de Manuelinos: 21-23/9/18 – Aviso Oficial nº 1

Manuelinos, familiares, e amigos:

Este é o primeiro Aviso Oficial, com todas as informações para nosso próximo encontro

Como já foi amplamente divulgado, nosso 6º Encontro de Manuelinos será nos dias 21, 22 e 23 de Setembro de 2018, em Campinas. O que não havíamos divulgado ainda, e que fazemos agora, é o local: será no mesmo hotel em que realizamos o 5º Encontro, no ano passado: o HOTEL GOLDEN PARK VIRACOPOS, em Campinas (entre Campinas e Indaiatuba, perto do Aeroporto de Viracopos.

Está tudo preparado. O Hotel Golden Park Viracopos fica na junção da Rodovia Santos Dumont – SP-75 (que vai de Campinas a Sorocaba, via Indaiatuba, Salto e Itu) e da Rodovia dos Bandeirantes – SP-348 (que vai de São Paulo até Cordeirópolis, onde se junta à Rodovia Anhanguera, passando por Jundiaí e Campinas). Para quem vem de avião, o hotel fica a 5 km do Aeroporto de Viracopos: uma rápida corrida de taxi.

O local do encontro, como se vê, é de fácil acesso para quem vem da cidade de São Paulo, ao Sul de Campinas, ou de qualquer outro ponto do Estado de São Paulo e de outros estados.

No ano passado tivemos cerca de 70 participantes. Esperamos contar com número ainda maior de participantes este ano. Este é o ano em que o Instituto JMC, criado em 1928, comemora 90 anos de sua fundação! Você não pode perder!

Como diz a Jacira: “Cremos que teremos dias inesquecíveis e emocionantes pela oportunidade de reencontrar colegas que não vemos há anos.  Certamente nos lembraremos de momentos vividos num período marcante das nossas vidas. Lembre-se, essa será uma data muito significativa, pois teremos a oportunidade de nos encontrar e de recordar os dias vividos no JOTA, celebrando a amizade dos Manuelinos. Você é importante! Você faz parte da nossa história! Venha estar conosco, participar e interagir com nossas lembranças inesquecíveis do nosso JMC.”

Programação: 

Será esta, em linhas gerais, a programação básica para os três dias que teremos juntos:

Dia 21/09/2018, sexta feira.

  • Check-in a partir das 14h00.
  • Tarde livre para matar a saudade e tirar fotos na área da piscina. [Se você chegar antes das 14h00, sem ter almoçado, pode almoçar no hotel, mas essa refeição NÃO está incluída no pacote: custa R$ 43,00 por pessoa.]
  • À noite, jantar, das 19h00 as 20h00 [incluso no pacote].
  • Após o jantar, a partir das 20h00, encontro no auditório do hotel.

Dia 22/09/2018, sábado.

  • Café da manhã, das 6h00 às 10h00 [incluso no pacote].
  • Depois do café da manhã, bate-papos na área da piscina.
  • Almoço, das 12h00 às 14h00 [incluso no pacote].
  • Depois do almoço, encontros na área da piscina.
  • Jantar, das 19h00 às 20h00h [incluso no pacote].
  • Depois do jantar, às 20h00, celebração ecumênica, sob a coordenação do colega Elizeu Cremm, entrega de certificado de outorga do título de “Manuelino” a cônjuges, filhos, netos, bisnetos e amigos, no auditório do hotel.

Dia 23/09/2018, domingo.

  • Café da manhã, das 6h00 às 10h00 [incluso no pacote].
  • Após o café, momentos de cantoria e bate-papo no espaço da piscina e oportunidade para fotos do grupo.
  • Almoço, das 12h00 às 13h00 [incluso no pacote].
  • Após o almoço, das 13h até às 14h, despedidas.
  • Check-out até as 14:00.

Obs.: Instrumentos musicais são bem-vindos: traga-os para nos ajudar na cantoria. Traga também suas fotos antigas e qualquer outra lembrança do JOTA.

Valor dos três tipos de pacote:

  1. Apartamento single standard, no valor de R$ 444,00 (duas diárias para uma pessoa, com as refeições indicadas atrás incluídas). O valor pode ser pago em três parcelas de R$ 148,00. Vide as datas para o pagamento abaixo.
  2. Apartamento double standard, no valor de R$ 618,00 (duas diárias para casal ou para duas pessoas no mesmo quarto, com as refeições indicadas atrás incluídas). O valor pode ser pago em três parcelas de de 206,00. Vide as datas para o pagamento abaixo.
  3. Apartamento triplo standard, no valor de R$ 846,00 (duas diárias para três pessoas, com as refeições indicadas atrás incluídas). O valor pode ser pago em três parcelas de R$ 282,00. Vide as datas para o pagamento abaixo.
  4. Crianças até 6 (seis) anos completos, isto é, até o dia em que completam 7 (sete) anos, não pagam, desde que durmam com os pais. Favor trazer os documentos de crianças menores.
  5. Como dito, os valores cobrem duas diárias de 21 a 23/09/2018, incluindo jantar buffet na sexta, 21/09, café da manhã, almoço e jantar no sábado, 22/09, café da manhã e almoço no domingo, 23/09.
  6. No almoço e no jantar, o preço de sucos e refrigerantes básicos selecionados pelo hotel está incluso. Essas bebidas são servidas em jarras. Outras bebidas (como caipirinha, cerveja, vinho, etc.) e outros tipos de refrigerante (em lata ou garrafa) serão cobrados à parte, por fora, e podem ser adquiridos no hotel.
  7. É permitido trazer para o hotel, de casa, outras bebidas, mas nesse caso o hotel não fornece copos e ou taças. Notem que o hotel não fica perto de supermercado, padaria ou venda, por isso as bebidas não incluídas no pacote precisam ser trazidas de casa.
  8. Não se deve fazer uso de recipientes de vidro no espaço da piscina.Bebidas em lata podem ser utilizadas, bem como copos de papel ou plástico. Nas suítes há frigobar, que pode ser usado, mas ele não estará abastecido. Se algo for adquirido do hotel para consumo no quarto, seu valor será cobrado à parte de quem o adquiriu.
  9. O preço do estacionamento de um carro para cada quarto está incluído no pacote.

Conta corrente para os depósitos:

  • Fazer depósitos em nome de Elke Medeiros Cremm, CPF 104.913.538-55.
  • Banco: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF)
  • Código do banco:
  • Agência: 0689
  • Conta: 013.00086263-0 (Conta de Poupança criada para o encontro)

Datas limite para depósitos na conta da Elke Cremm:

  • Primeira parcela: 05/06/2018
  • Segunda parcela: 05/07/2018
  • Terceira parcela: 05/08/2018

Outras informações importantes:

  • Infelizmente, não há desconto para pagamento, nem mesmo total, antes dessas datas: o preço dividido em três vezes já é o menor que conseguimos obter do hotel.
  • Depois de efetuar o pagamento, por favor, enviar o comprovante de depósito para o email ou um dos dois WhatsApp da Elke (ver abaixo), a fim de que possamos controlar os pagamentos.
  • Adiante há uma ficha que deve ser preenchida por cada hóspede: favor preencher e devolver para a Elke, pelo email dela, para facilitar as comunicações, as reservas e o check-in no hotel.

Endereço completo do hotel:

Hotel Golden Park Viracopos
Rua Antônio Luchiari, 900
Distrito Industrial, Campinas, SP CEP 13054-066
Fone (19) 3725-1600 Sr. Grecco, gerente de eventos.

Dúvidas e Esclarecimentos:

Estas quatro pessoas, da coordenação do evento, chegarão ao hotel no dia anterior ao do início do encontro (ou seja, em 20/09/2018), para acertar detalhes e preparar a recepção dos colegas.

Mais Informações:


Ficha:

FICHA  CADASTRAL PARA O ENCONTRO DOS EX-ALUNOS DO JMC 2018

Dados dos Participantes e Nome de Acompanhantes

Participante

Nome completo
Endereço
Bairro
CEP
Cidade, Estado, CEP
Fone Fixo (+ DDD)
Fone Celular (+ DDD)
E-mail
RG nº
CPF nº
Nacionalidade
Data de Nascimento
Anos no JMC

Acompanhantes

Nome
Nome
Nome

São Paulo, 1º  de Maio de 2018

Paulo COSIUC (2/10/1940 – 18/3/2018)

Paulo Cosiuc em Out 2017

Paulo Cosiuc, em Out 2017, quando do Encontro dos Manuelinos em Campinas — já bastante enfraquecido e debilitado pela doença.

Com imenso pesar, informo aos amigos e colegas que o PAULO COSIUC faleceu hoje (18 de Março de 2018) à tarde, na Casa de Saúde de Campinas, de falência múltipla de órgãos em decorrência de um câncer que o perseguia desde o ano 2000. Ele tinha 77 anos completos.

O velório será a partir das 20:00h de hoje, domingo, 18/3/2018, no Cemitério Flamboyant, em Campinas, de onde seguirá amanhã às 10h00 para o Crematório Municipal de Campinas.

Os amigos e colegas do Paulo se unem para desejar à sua família condolências e conforto.

Eduardo Chaves
Blog Instituto JMC

Encontro Anual de 2018: 21 a 23/Set/2018

Slide2

 

Comentário 1:

Informo aos amigos manuelinos que a mensagem acima, acerca de nosso Encontro anual de Setembro, é composta de dois slides de PowerPoint gravados como fotos .jpg. Assim, quem quiser pode gravar as fotos individualmente e compartilhar cada uma delas separadamente, em vez de compartilhar apenas a postagem como um todo (o que, naturalmente, também é possível).

O meu artigo sobre o JMC saiu n’O Estandarte, que é da IPIB.. Àqueles colegas que forem membros, especialmente pastores, na ativa ou aposentados, da IPB ou da IPU, bem como da IMB ou de uma das IBs, peço que tentem divulgar o nosso Encontro no âmbito de suas denominações.

Por favor, informem-me o que conseguirem fazer para que possamos tentar expandir o alcance de nossa comunicação de forma tanto quanto possível coordenada.

Obrigado.

Eduardo CHAVES
eduardo.chaves@jmc.org.br

Comentário 2:

As pessoas desde já desejosas ou interessadas em comparecer ao nosso ENCONTRO ANUAL de 21 a 23 de Setembro deste ano de 2018 podem enviar um e-mail desde já para:

instituto@jmc.org.br

eduardo.chaves@jmc.org.br

Mais adiante a Elke Cremm deverá entrar em contato com as pessoas que demonstrarem o desejo ou o interesse de comparecer para lhes passar a informação quanto a preço, forma de pagamento, etc. e, quando o evento estiver mais próximo, eu estarei sempre a divulgar a informação sobre como chegar ao hotel, etc.

OK?

Gostaríamos muito de ultrapassar o número de 100 (cem) participantes (entre ex-alunos, ex-professores, ex-funcionários, cônjuges, filhos e netos destes, Manuelinos Honorários e família, Amigos da Escola, etc.)

Um abraço.

Eduardo CHAVES
eduardo.chaves@jmc.org.br

Comentário 3:

Numa primeira divulgação feita na madrugada de 5/3/2018 lamentavelmente saiu um erro (já corrigido agora) na data do encontro.

A DATA CORRETA DO ENCONTRO É 21 A 23 DE SETEMBRO DE 2018.

Se você pegou uma cópia deste material antes das 10h de 5/3/2018, por favor, verifique se a data está correta.

Eduardo CHAVES
eduardo.chaves@jmc.org.br

 

 

 

O JMC: Seu Corpo e Sua Alma

[Artigo de Eduardo Chaves, publicado em O Estandarte, órgão oficial da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, de Fevereiro de 2018, em comemoração aos 90 Anos da fundação do Instituto José Manuel da Conceição.]

Em 8/2/2018 comemoraremos 90 anos da fundação do Instituto “José Manuel da Conceição” (JMC) – escola-internato de educação básica fundada em 1928 por William A. Waddell em Jandira, SP. Enquanto instituição, o “Jota”, como era chamado, durou 42 anos: morreu cedo, em 1970. Há gente, ainda viva, que sabe bem qual foi, exatamente, sua causa mortis, mas faz questão de não compartilhar – imagino que por vergonha (ainda que vergonha alheia) ou para evitar constrangimentos, a vivos e a mortos.

Mas não é dessa história triste que pretendo falar aqui.

Quero, primeiro, constatar um fato sobre o qual nada podemos fazer. Quem entrou com treze anos no JMC em 1970, último ano de sua vida como escola, nasceu ao redor de 1957, e tem, hoje  (começo de 2018), cerca de sessenta anos. Mais quatro décadas e provavelmente não haverá mais ninguém vivo que tenha estudado ou trabalhado no Jota que possa celebrar seu aniversário.

Quero, no entanto, falar sobre algo mais alegre e promissor.

Organizações, como seres humanos, têm corpo e têm alma. O que mataram do JMC foi apenas o seu corpo. E Jesus, um dia, sabiamente nos advertiu (Mt 10:28): “Não temais os que podem matar o corpo mas não podem matar a alma”. . .

Os que mataram o corpo do JMC não conseguiram, até aqui, matar a sua alma. Até tentaram. Por isso celebraremos em 2018 os 90 anos de sua fundação. A alma do JMC continuou a viver depois da morte de seu corpo – e vive até hoje, quase cinquenta anos depois do assassinato de seu corpo. Prova disso é que nos dias 22 a 24/09/2017 cerca de setenta “manuelinos” se reuniram em Campinas, SP, para honrar e celebrar a alma daquela instituição notável. A alma do JMC continua a viver, não só na memória daqueles que um dia estudaram ou trabalharam lá, mas, também, na memória daqueles que, tendo apenas ouvido a sua história, resolveram adota-la como sua, tornando-se “manuelinos de coração”.

Organizações, como o JMC, podem continuar a ter vida depois da morte de seu corpo, através da memória que deixaram – memória que pode representar a renovação da esperança! As nossas celebrações são como a Eucaristia: “Fazei isso em memória de mim!”

O JMC um dia teve um corpo, que hoje está morto: deixou de ter vida. Mas a alma do JMC é outra coisa. Ela consiste daquilo que vivenciamos em Jandira: os conhecimentos que construímos; as competências que desenvolvemos; os valores que herdamos, adotamos ou criamos; as músicas que aprendemos, compusemos e cantamos; as vozes que aperfeiçoamos; os instrumentos musicais que dominamos; os esportes nos quais pelejamos e pelos quais demos nosso sangue; os relacionamentos que mantivemos; as amizades que formamos; os amores que em nós nasceram; as desilusões que sofremos; as atitudes e posturas que incorporamos; os hábitos que se tornaram nossa segunda natureza, fazendo de nós o que somos hoje… Essa é a alma do JMC! E ela continua viva naqueles que estudaram ou trabalharam lá. Essas coisas todas se incorporaram em nós, encarnaram-se em nossa vida, passaram a ser parte de nós, adotaram o nosso corpo como sua casa – quiçá como seu templo, enquanto esse templo durar…

Mas um dia o corpo de todos nós que estudamos ou trabalhamos no JMC estará morto também. A boa notícia (boa nova, evangelho!) é que a alma do JMC não precisa morrer com o corpo dos que estudaram e trabalharam lá: e ela não morrerá SE mantivermos viva a história do JMC e SE preservarmos acesa a chama de sua memória…  “Ide por todo o mundo e proclamai . . .”

Para que isso aconteça precisamos “evangelizar” as novas gerações, transmitir para elas as boas novas que um dia vivenciamos: na dimensão vertical, para os nossos filhos, netos, bisnetos, sobrinhos; em dimensões horizontais e transversais, para os nossos amigos, os filhos, netos, bisnetos e sobrinhos deles…

Minha esperança foi literalmente renovada no encontro de Campinas ao lá ver crianças – várias delas, correndo, brincando, curtindo umas as outras, como a gente um dia se curtiu no Jota! Segundo narraram seus pais, algumas dessas crianças já participaram de vários desses encontros e anseiam por eles como o importante momento em que vão encontrar seus amigos dos encontros anteriores, crianças como elas, manuelinos como elas, que, entretanto, nunca colocaram o pé em Jandira (como boa parte de nós nunca colocou o pé na Palestina…), mas que se orgulham de manter viva a história e acesa a chama da memória do JMC. . .

Neste ano de 2018, também em Setembro, nos dias 21 a 23, haverá outro encontro, em lugar a ser anunciado (**). Você que me lê, pode se tornar um manuelino . . . Este é literalmente um apelo! Não deixe de visitar o site do JMC (https://jmc.org.br) ou a página do JMC no Facebook (https://www.facebook.com/institutojmc/) para saber os detalhes do próximo encontro e para deixar o seu endereço para receber comunicados… Ou para bater papo com os manuelinos em vários grupos de discussão no Facebook, lá indicados, vindo a fazer parte da família manuelina!

O dito de Jesus deixa claro que os que matam o corpo em regra não são capazes de matar a alma… mas ele não diz que a alma não pode morrer. Ela pode morrer, sim. Na verdade, SE a gente não tomar alguma providência, a alma do JMC morrerá conosco – com a morte do nosso corpo. Mas a morte da alma não é um “imperativo categórico”, inevitável, como a morte do corpo: ela pode sobreviver à nossa morte, mas para que isso aconteça, não podemos ficar parados…

Deus não faz por nós aquilo que podemos – e devemos – fazer.

Eduardo CHAVES (**)

Escrito em Cortland, OH, EUA, 1º de Janeiro de 2018, e publicado aqui em 4 de Março de 2018.

(*) Já é possível confirmar o local do encontro de 2018: será em Campinas, SP, no mesmo hotel em  que o realizamos no ano passado (2017). E a data, repetindo, é de 21 a 23 de Setembro, sexta-feira a domingo. RESERVEM A DATA. (5 de Março de 2018.  Confirmação do local obtida de Jairo Brasil, que ficou encarregado dessa missão). 

(**) Eduardo Chaves é manuelino de segunda geração: ele estudou no Instituto JMC de 1961 a 1963 (três anos), mas seu pai, Rev. Oscar Chaves, também estudou lá, de 1934 a 1938 (cinco anos). De 1974 a 2006 Eduardo Chaves foi Professor de Filosofia da Educação na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), de 2007 a 2013 foi Professor de Educação, Mudança e Inovação no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL), no campus de Americana, e de 2014 a 2017 foi Professor de História da Igreja na Faculdade de Teologia de São Paulo da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (FATIPI). Ele pode ser contatado através do e-mail ec@jmc.org.br.

 

Alguns Poemas e Hinos Escritos pelo Rev. Oscar Chaves

1. Saudades de Minas

(De Oscar Chaves, JMC, 1934)

O sol vermelho e triste, caindo em cheio
Sobre as matas e as campinas,
Faz-me lembrar das tardes frescas
E saudosas lá de Minas…

O sol claro e lindo, cheio de raios
Resplandecentes, faz-me lembrar
Da terra linda e encantadora
De Tiradentes…

Lá nas mangueiras, bem de manhã,
O sabiá canta u’a melodia…
Depois a rola arrulha triste,
Despedindo-se do belo dia…

E, assim, na minha terra tudo tem um canto
De alegria… Desde a alva tudo ri,
Tudo salta, tudo vive, e cantante é o viver,
Desde a luz da madrugada até a lua aparecer!

(Nota do autor: Essa poesia eu a escrevi no meu primeiro ano de estudo no Curso Universitário “José M. da Conceição”, em 1934, quando senti a nostalgia de quem está longe do lar e da igreja (no ano anterior, 1933, eu tinha feito a profissão de fé em Patrocínio, com o Dr. Eduardo Lane). [O autor tinha 21 anos ao escrever o poema, nascido que era em 11/10/1912].

2. Por que Choras?

(De Oscar Chaves, JMC, 1938)

“E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro.
Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras?”
João 20:11,15

Junto ao sepulcro, chorando,
Na manhã daquele dia,
Estava a fiel Maria
O Salvador procurando.

Chorava a serva leal,
Com coração aflitivo,
Pensando estar sepultado
Aquele que estava vivo.

Mas Jesus, que conhecia
Dos humanos a fraqueza,
No rosto leu, de Maria,
A causa de tal tristeza.

E disse-lhe: Por que choras,
Como os que vivem sem luz?
A morte já foi vencida,
Porque vivo está Jesus!

Há muitos que, qual Maria,
Numa vida sem bonança,
Não têm paz nem alegria,
E choram sem esperança!

Não têm o Cristo dos céus,
Que sara toda amargura,
Pois confiam num Cristo morto,
Debaixo da sepultura!

Por que choras, meu irmão,
Como a triste Madalena?
Já ressuscitou Jesus
E do teu sofrer tem pena.

Levanta o olhar bem p’ra cima,
Tira os teus olhos do chão!
No céu está quem te anima,
Por que choras, meu irmão?

3. Aviva-me

(Letra de Oscar Chaves)

Eu salvo estou em Cristo, meu amado Salvador,
Eu tenho garantia no sangue expiador.
Mas para gozar paz até no meio do sofrer,
Minh’alma avivamento deve ter!

Coro:

Aviva-me, Senhor! Aviva-me, Senhor!
Eu quero ter servir com mais amor!
Meu débil coração de forças vem encher,
Ó Santo Espírito Consolador!

Oh, cria em mim, meu Deus, um santo e puro coração,
Dirige os passos meus, com tua santa mão!
O mal que te entristece não me deixes praticar,
Teu sangue pode me purificar!

Alegre nos teus passos quero sempre caminhar,
Nos teus possantes braços eu posso me amparar!
Oh, serve-te de mim no teu serviço, meu Jesus,
E eu andarei, assim, na tua luz!

4. Graças pela Igreja

(Letra de Oscar Chaves)

Graças dou por esta igreja que o Senhor aqui plantou,
Pelo som do Evangelho que ela sempre proclamou!
Pelos pobres pecadores que aqui acharam luz,
Pelas almas convertidas que aceitaram a Jesus!

Graças pela mocidade, sempre alegre, a brilhar,
Graças pelas criancinhas, que aqui têm outro lar!
Graças dou pelas senhoras e pelos varões também
Que em prol do Evangelho dão de si tudo que têm!

Graças dou pelo Coral, sempre firme e vencedor,
Que através de temporais tem louvado o Salvador!
Graças por irmãos queridos que já estão além do véu,
E por outros qu’inda lutam caminhando para o céu!

Graças do pela doutrina e a firmeza que ela traz,
Pela Bíblia que ensina ser Jesus a nossa paz!
Ó Jesus, Senhor da Igreja, para ti todo o louvor,
Toda a glória tua seja pelo teu imenso amor.

5. A Luta do Bem

(Letra de Oscar Chaves)

A vida cristã é feliz,
Apesar da tristeza e da dor,
Pois no meio da luta,
Ajudando a vencer,
Conosco está o Senhor!

Coro:

Vamos todos na luta do bem
O Evangelho de Cristo pregar,
Pois só ele, Jesus, é quem tem
O remédio eficaz
Para o mundo salvar!

Há muitos que vivem sem luz
Tateando nas trevas do mal,
Com a vida infeliz,
Com triste final,
Precisam de Cristo Jesus!

O tempo já passa veloz
E Cristo não tarda a voltar,
E este mundo perdido
Precisa de nós,
Senão não se pode salvar!

6. Privilégios do Crente

(Letra de Oscar Chaves)

Nós somos crentes em Jesus
E não seguimos mais o mal!
Remidos somos, já temos luz,
E temos novo ideal!

A vida nova agora temos,
Pois o pecado fica atrás!
No evangelho de Jesus Cristo
A nossa vida encontra a paz!

Nós somos servos do Senhor,
Fomos comprados lá na cruz,
E agora, em prova do nosso amor,
Levemos outros a Jesus!

Deixemos nossa luz brilhar
Porque o mundo em trevas jaz!
Só o redimido pode mostrar
Que o Evangelho satisfaz!

Seja bendito o nosso Deus
Por esta grande salvação,
Pois no caminho que leva aos céus
Sempre nos guia a sua mão!

Ao Salvador que nos salvou
Cantemos glória, glória, glória,
Pois pelo sangue que derramou
Temos certeza da vitória!

7. Nossa SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina)

(Letra de Oscar Chaves)

Neste mundo confuso e perdido
Densas trevas encobrem a luz!
Corações todo dia desmaiam
E sucumbem com o peso da cruz!

Coro:

As mulheres cristãs desta igreja
Se uniram num só coração
Para as trevas do mundo espancarem
Com a Bíblia Sagrada na mão!
Com a Bíblia Sagrada na mão!

De semana em semana vão elas
Visitar os mais fracos na fé,
Pelos bairros e pelas vielas
Colocando os caídos de pé!

Muitas vezes seus lares deixando
Nossa SAF tem este ideal:
Vai cantando, vai lendo e orando,
Vai vencendo com o bem todo o mal!

(Para ser cantado com a música do Hino 642 do “Salmos e Hinos)

8. Acróstico: A Mulher PRESBITERIANA

(Por Oscar Chaves)

Preparada sempre pra servir,
Resoluta, confiada no Senhor,
Ela luta e vive a sorrir,
Sem orgulho, sem jaça, sem tremor!
Brandindo a Divina Espada,
Iluminada pela luz do céu,
Tem a vida bem iluminada,
Esperando a glória além do véu!
Reprovando todo o mau caminho,
Instruindo os que vivem sem luz,
A ninguém ilude e nem engana!
Na vida sempre anda com Jesus
A formidável mulher PRESBITERIANA!

Transcrito aqui, à parte da biografia, em Salto, 11 de Outubro de 2017

Relato do Terceiro Dia e Apanhado Geral: 24/9/2017

O terceiro dia do Encontro dos Manuelinos de 2017, como o primeiro, foi curto: às 14h tínhamos de estar fora dos quartos e, logo depois, quase todo mundo já havia ido embora. Um ou outro, que mora longe, ficou para viajar apenas na segunda-feira cedo. Todo mundo lamentava que o tempo tivesse passado tão rápido. Embora no calendário fossem indicados três dias, na verdade foram só dois: de 14h do dia 22 até às 14h do dia 24. Quarenta e oito horas é pouco para quem tem tanto a rememorar, a conversar, a mostrar, a indagar… E alguns chegaram bem depois das 14h no dia 22 e outros saíram mais cedo no dia 24. E houve alguns que, por força de compromissos familiares ou profissionais, só vieram por (parte de) um dia: o Eliezer Rizo, no sábado, e o Assir (Gordurinha) e a Dayse Pereira, no domingo. O Geodi Camargo Almeida, acompanhado da mulher (de cujo nome infelizmente me esqueço) só chegou no sábado – mas ficou até o fim no domingo…

Ontem (24/9, domingo) tivemos um café da manhã longo e preguiçoso, que se estendeu das 7 às 10h. O refeitório se tornou um excelente local de bate papo. A gente se juntava ao redor de uma mesa, depois de outra, e, sentindo vontade de beliscar alguma coisa, sempre podia voltar à mesa e pegar um outro pão de queijo, um sonho, um copo de suco, mas um cafezinho preto… Mas outros preferiram conversar curtindo o sol à beira da piscina. O Almir primeiro avisou a gente de que teríamos de estar com todos os nossos pertences fora do quarto até o meio dia. Depois o Jairo foi até a recepção, jogou o charme dele em cima da recepcionista, e conseguiu que o prazo fosse estendido até às 14h… Mas, a essas alturas, eu, “caxias” como sempre, já tinha colocado todas as minhas coisas no carro…

Antes do almoço tiramos uma foto geral perto das mangueiras. Para que saísse todo mundo tivemos de nos posicionar em filas: os mais altos atrás, os de tamanho menor na frente, e um bando de nós agachados (quase que escrevi com x). Agachar até que não foi difícil. Mas depois de várias fotos, tiradas com os telefones de meio mundo, o duro foi levantar. Foi preciso que vários colegas funcionassem meio como guinchos, levantando os colegas acocorados… Ficar velho, por mais que tentem nos convencer do contrário, não é fácil. Eu era um dos agachados. Por isso, acabei não tirando uma foto. Espero que quem tirou as poste rapidamente na página:

https://facebook.com/institutojmc/

Depois, o almoço final, com lembretes, e tudo. E daí começaram as despedidas. Eu saí meio de soslaio, só me despedindo dos que estavam à mesa comigo: o Elizeu, a Marly, a Elke, o Gordurinha e a Dayse. Tinha prometido uma carona para o Javan Ozias Laurindo (até a Rodoviária de Campinas) e o Paulo Cosiuc (até o apartamento dele, em Campinas) e eles já estavam prontos para ir há algum tempo – eu inzonei um pouco para ir almoçar e acabei me atrasando.

Chegando aqui em casa, em Salto, estava sozinho. Minha mulher, Paloma, estava voltando de Natal, onde havia ido dar uma palestra, e, na volta, ia ficar em nosso apartamento em São Paulo, porque amanhã, terça-feira, tem aula na USP, onde está fazendo o doutorado. Aqui fiquei remexendo nos meus guardados do JMC, vendo fotos, lendo coisa que fazia tempo eu não lia. Chamou-me a atenção as folhas datilografadas com os dados de uma campanha financeira que o JMC fez no segundo semestre de 1963, meu último ano lá. Eu nem me lembrava, mas fui capitão do time de arrecadação dos alunos (havia um capitão dos professores, que era o Rev. Olson Pemberton, um do pessoal externo, e o “general” dos capitães, que era o Renatinho. Fiquei admirado com quanto consegui arrecadar. Fui até o Rio de Janeiro, visitei várias igrejas lá, preguei na Igreja Presbiteriana de Ramos, onde era pastor o Rev. Domício Pereira de Mattos, que havia sido colega de meu pai no Seminário, visitei várias cidades do interior de São Paulo e do Sul de Minas, rodei a capital de São Paulo, e acabamos por arrecadar basicamente a mesma coisa que o time dos professores arrecadou. Não me lembrava desse episódio. Mas ao reler os relatórios, e ver que os capitães podiam descontar as despesas de viagem do montante arrecadado, lembrei-me de que, ao ir ao Rio, e era a primeira vez que o fazia, não pude deixar de dar uma volta pela Praia de Copacabana – onde tomei o refrigerante de uva Grapete pela primeira vez. Gostei tanto que tomei dois (as garrafinhas eram pequeninas, tipo caçula).

Li alguns relatórios do Rev. Harper e da Dona Evelyna, escritos em Inglês, para a Missão, li alguns números de O Idealista, a newsletter do Jota, e fiquei naquele estado de espírito de quem está tentando estender ao máximo a experiência de estar junto de colegas tão queridos e que, infelizmente, vemos tão pouco… Eu sei que quando a gente está acima dos 60 é difícil adquirir novos hábitos, em especial hábitos relacionados com a tecnologia. Mas se fizéssemos um esforço de nos comunicar, entre os encontros, pelo Facebook, a gente poderia ir adiantando os papos que seriam retomados em contexto presencial, durante o encontro. Apesar dos dois dias, houve gente com quem conversei, face-a-face, muito pouco. Houve outros com quem conversei mas de quem não consegui extrair informações que gostaria de ter.

Peço à Jacira e ao Almir para me enviar, se possível, a lista com os nomes dos participantes e, se possível, os anos em que eles estudaram no JMC, para que todos saibamos exatamente quem estava lá, acompanhado de quem (o Ronan levou a família inteira, até as netas), quais eram os Manuelinos Honorários que estavam lá, por quem eles foram convidados pela primeira vez…

Já me comuniquei, de ontem para hoje, com a mulher do Otoniel Marinho de Oliveira, de Fernandópolis, cujo nome é Dirce Machado de Oliveira, que me garantiu que vai fazer de tudo para leva-lo no próximo encontro. Ela é irmã de um grande amigo meu, Dioraci Machado, presbítero da Primeira Igreja Independente de São Paulo, e agora em processo de implantar uma IPI em São Carlos. Eles me informaram que um irmão dos dois, Domingos Vieira Machado, apelidado Branco, estudou lá também, acho que por um ano. Alguém conheceu ou se lembra dele? Quem sabe ele vem também no próximo encontro. E quem sabe o Tonhé traz o filho (Otoniel Marinho de Oliveira Jr), que é pastor, acho que em Guararema, para abrilhantar os trabalhos, e, junto com a mãe, ganhar o título de Manuelino Honorário.

O tempo é curto – e para quem tem a nossa idade, mais curto ainda. Acabei de saber de uma prima de minha mulher, Yara Le Du, de minha idade, filha do Rev. Jacques d’Ávila, da Igreja Metodista, que alguns podem ter conhecido, foi internada para uma operação que não deveria ser complicada, mas contraiu uma infecção, no corte, que se generalizou e ela acabou morrendo esta madrugada. Em poucos dias foi, de uma pessoa que estava mais ou menos bem, para alguém que apenas vive em nossa memória. Precisamos aproveitar bem os dias que nos restam – e é bom fazê-lo entre amigos de muito tempo… Carpe Diem.

Em Salto, 25 de Setembro de 2017

O Segundo Dia do Encontro: 23/9/2017

O segundo dia do encontro começou preguiçoso, com os participantes aparecendo para o café entre 7 e 10h da manhã. Alguns tiveram de ser literalmente tirados da cama, porque ficaram proseando até tarde no dia anterior… Muita gente, para aproveitar a ocasião, esticou o café o quanto deu, ficando mais de duas horas a tomar suco, yogurte, café com leite, comer pão de queijo, sonho, e outros quitutes…

Às 10h30, por aí, foi mostrado um filme (tipo slides animados e com fundo musical) mostrando fotos de diversas épocas no JMC. Quase todos os ex-alunos presentes apareceram em algum momento — muito mais jovens, magros, elegantes, como, infelizmente, é de esperar. A Jacira Costa me prometeu dar uma cópia para eu postar por aqui.

Depois, almoço, seguido, para alguns, de uma horinha se descanso.

À tarde, papo em volta da piscina, fotos, etc. Por volta das 17 o Coral (i.e., aqueles dispostos a cantar em um coral improvisado) saíram para ensaiar. Disponibilizei na página no Facebook dois vídeos do pessoal cantando à noite.

Depois do jantar, tivemos, à noite, um culto simples, do qual fez parte integrante uma Santa Ceia. Ao final, os Manuelinos Honorários presentes no Encontro receberam seus certificados.

Se não estou muito inspirado neste relato, é porque já chega perto de 1h30 de amanhã, último dia do encontro, e eu estou com muito sono.

Até depois, então.

Não deixem de visitar a página do JMC no Facebook, no endereço:

https://www.facebook.com/institutojmc/

Há quase 400 fotos lá — embora muitas sejam quase idênticas umas às outras, por causa de minha mania de tirar 2 ou 3 do mesmo cenário ou da mesma pessoa, para garantir que pelo menos uma saia boa..

Em Campinas, 23 de Setembro de 2017

 

O “Aquém” e o “Além” da Comissão da Verdade: A Propósito do Livro de Eliézer Rizzo de Oliveira

[Como o Eliézer Rizzo de Oliveira, colega nosso do JMC, e autor do livro em questão, fez referência hoje (23/9/2017) cedo à resenha que escrevi do livro dele, publicada inicialmente em meu outro blog, Liberal Space, em https://liberal.space/2016/02/18/o-aquem-e-o-alem-da-comissao-da-verdade-a-proposito-do-livro-de-eliezer-rizzo-de-oliveira/, tomo a liberdade de transcrevê-lo aqui neste blog também, para facilitar o acesso dos colegas interessados no assunto. EC]

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Eliézer Rizzo de Oliveira, meu querido amigo e colega faz 53 anos, fez a gentileza de me enviar uma cópia de seu mais recente livro: Além da Anistia, Aquém da Verdade: O Percurso da Comissão Nacional da Verdade  (Editora Prismas, Curitiba, 2015, 347pp.). Não terminei de lê-lo ainda, mas li toda a parte inicial, a conclusão, e vários pedaços no meio, passando os olhos sobre tudo. Não posso deixar de fazer uma resenha, ainda que breve.

O título, para os leitores atentos, já descreve a principal tese do livro. A Comissão Nacional da Verdade (CNV) cometeu dois pecados graves. De um lado, foi além de seu mandado, tentando constranger a nação a rever a Lei da Anistia e punir os culpados de crimes cometidos especialmente durante a Ditadura Militar. De outro lado, ficou aquém de seu mandado, só investigando os crimes de um dos dois lados em conflito durante a ditadura (os militares), optando por não investigar os crimes do outro lado (aqueles que pegaram em armas e recorreram ao terrorismo para supostamente combater a ditadura, ou seja, a esquerda mais radical).

Fazendo isso, e (erroneamente) atribuindo a essa esquerda mais radical o principal mérito pelo término da ditadura, a CNV omitiu o importante papel daqueles que realmente a combateram, mas sem recorrer à violência: os amantes da liberdade que reconhecem que ela, a liberdade, é fruto de um estado que respeita os direitos dos indivíduos. Foram esses, hoje raramente cultuados, que criaram as condições para o fim da ditadura. Não aqueles que hoje reivindicam esse mérito e que só desejavam substituir um tipo de ditadura, a “de direita”, alinhada com os Estados Unidos, por outro, quiçá pior, a “de esquerda”, comunista, alinhada com a União Soviética.

A CNV foi criada, no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, pela Lei Nº 12.528, de 18 de Novembro de 2011. Seu artigo primeiro lhe fixa o escopo:

“Art. 1o. É criada, no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, a Comissão Nacional da Verdade, com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8o do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.” [Ênfase acrescentada].

(Vide www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12528.htm)

O art. 8o  do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias que está no final da Constituição Federal afirma :

Art. 8º. É concedida anistia aos que, no período de 18 de setembro de 1946 até a data da promulgação da Constituição, foram atingidos, em decorrência de motivação exclusivamente política, por atos de exceção, institucionais ou complementares, aos que foram abrangidos pelo Decreto Legislativo nº 18, de 15 de dezembro de 1961, e aos atingidos pelo Decreto-Lei nº 864, de 12 de setembro de 1969, asseguradas as promoções, na inatividade, ao cargo, emprego, posto ou graduação a que teriam direito se estivessem em serviço ativo, obedecidos os prazos de permanência em atividade previstos nas leis e regulamentos vigentes, respeitadas as características e peculiaridades das carreiras dos servidores públicos civis e militares e observados os respectivos regimes jurídicos”. [Ênfase acrescentada].

(Vide www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm – adctart8 e
www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm).

A Constituição Federal foi promulgada em 5 de Outubro de 1988. Assim o período coberto pelo mandado da CNV foi de 18 de Setembro de 1946 até 5 de Outubro de 1988 – um período de um pouco mais de 42 anos. A CNV basicamente ignorou os primeiros dezoito anos desse período.

A finalidade e o escopo da CNV, portanto, foi definido como “examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período” de 18 de Setembro de 1946 até 5 de Outubro de 1988.

Indicados os membros da CNV, mas antes mesmo de ser instalada a comissão, vários dos seus membros já manifestavam a opinião de que, contrário ao que especificava o seu mandado, ela deveria “examinar e esclarecer” apenas as violações de direitos humanos praticados por agentes do Governo – vale dizer, pelos militares. Como essa orientação foi seguida, uma vez instalada a comissão, por representar o ponto de vista da maioria de seus membros, está aqui o sentido em que o trabalho da CNV ficou “aquém” do seu mandado: não procurou “examinar e esclarecer” as violações de direitos humanos praticadas pelos que resistiram a mão armada a Ditadura de 1964 (como assinalei, crimes e violências anteriores a 1964 foram basicamente ignorados, independentemente de quem os tivesse cometido).

Ao longo dos trabalhos da CNV ficou evidente que vários dos seus membros desejavam ir além do mandado de “examinar e esclarecer”, pois propunham que fosse suspensa ou revista a Lei da Anistia para que os investigados pudessem ser indiciados e, em última instância, punidos. Essa orientação foi seguida, uma vez instalada a comissão, por representar o ponto de vista da maioria de seus membros. Está aqui, portanto, o sentido em que o trabalho da CNV foi “além” do seu mandado: ela buscou a suspensão ou revisão da Lei da Anistia e o indiciamento e eventual punição dos culpados de violações de direitos humanos.

São principalmente esses dois fatos que o livro de Eliézer Rizzo corajosamente denuncia. Como diz Manoel Domingues Neto na Apresentação, este é “um livro escrito por um homem desassombrado e preparado”, “que assume posição com todas as letras, sem tremelicar” (p.23).

Na verdade, Eliézer deixa sua posição cristalinamente clara já no Prefácio. Ali se esclarece que, em seu percurso, de 2012 a 2014, a CNV conscientemente optou por dividir em dois o enfoque da violência política, “como se a investigação das ações repressivas do regime militar implicasse deixar de lado a pesquisa da luta armada das organizações de esquerda” (p.13 – ênfases acrescentadas; infelizmente as páginas 1 a 22 do livro não estão numeradas).

Eliézer esclarece seus compromissos morais que operam como pressupostos do livro que escreve (p.13):

  1. Compromisso com a democracia, o respeito aos direitos humanos e a realização da política com meios pacíficos;
  2. O repúdio à tortura e aos assassinatos políticos, independentemente das motivações e filiações ideológicas de torturadores e assassinos.

Como se diz, curto e grosso.

Com base nesses compromissos e pressupostos, Eliézer lamenta que “figuras magnas da resistência democrática ao regime militar sejam hoje pouco celebradas pela sociedade de consumo e pelo sistema político, enquanto ícones da luta armada figuram equivocadamente como construtores da democracia” (pp.13-14).

A CNV foi denominada “Comissão da Verdade”. A maior parte das vezes, especialmente em se tratando de assuntos complexos e controvertidos, a verdade não é evidente e manifesta, não vem com rótulo afixado (como bem disse Karl Popper em vários de seus livros e artigos, permito-me acrescentar a referência). A verdade precisa ser buscada, pesquisada, construída de forma cuidadosa, metódica e rigorosa. Em se tratando de questões políticas, especialmente, é forçoso reconhecer que (nas palavras agora novamente de Eliézer) “os sujeitos inserem-se de maneira diferente na sociedade, seus interesses e perspectivas não são os mesmos” (p.14). Por isso, na busca da verdade, se essa busca é sincera e honesta, não é admissível optar por não investigar um lado da questão. Só se chegará à verdade (se é que se vai chegar lá) através de um cotejo aberto, franco, e honesto das diferentes narrativas, dos diferentes pontos de vista, dos diversos e conflitantes interesses. Caso contrário só chegará a uma “meia verdade”, uma “verdade parcial”, não à verdade que se procurava.

Como diz Eliézer, “diante de um processo de magnitude societária, quanto mais restrito o âmbito de investigação da verdade, menos verdade se encontrará” (p.14). Quem tem o poder de decidir o que vai ser investigado acaba optando por privilegiar e realçar o seu ponto de vista, vale dizer, a vista do seu ponto, a sua perspectiva, os seus interesses. Os que não têm o poder de decidir o que vai ser investigado têm a sua voz, os seus pontos de vista, a vista do seu ponto, a sua perspectiva, os seus interesses, silenciados.

Diz Eliézer:

“Resulta que, ao escolher as vítimas ‘de um lado’ a CNV decretou ao esquecimento as vítimas ‘do outro lado’, como fossem um nada. Ou seja, mais de cem vítimas das organizações revolucionárias comunistas não mereceram a atenção da CNV, suas verdades não foram reveladas.” (p.15)

O objetivo real da CNV tinha quatro focos – todos eles nocivos ao regime democrático:

  1. Investigar apenas a “violência estatal”, omitindo a investigação da “violência revolucionária de orientação marxista” (p.15);
  2. Refundar o Estado de Direito”, no pressuposto de que a “refundação” da década de 80, que beneficiou terroristas e militares, não punindo nem uns nem outros, foi inválida, porque os “agentes do governo” deveriam ter sido punidos (p.15);
  3. Decretar o Fim da Anistia (p.15);
  4. Implantar uma Justiça de Transição para punir aqueles que fossem considerados culpados (p.15).

Foi isso que aconteceu com a CNV: “A CNV serviu ao poder que a criou” (p.14). Ela se sobrepôs à lei que a criou, “de modo a substituir a investigação ampla pela investigação restrita” (p.15). Recorreu a argumentos pífios para fazer isso, alegando que não haveria tempo suficiente para investigar os dois lados, ou invocando precedentes de outros países em que comissões semelhantes só investigaram as ações do governo e de seus agentes – ou, então, pretendendo que “quem pegou em armas contra a ditadura [já] foi punido” (p.15) – como se não tivéssemos hoje vários desses nos mais altos escalões do atual governo, embora outros atualmente na cadeia, mas não pelos crimes supostamente políticos de então, mas, sim, por crimes muito menos nobres, como roubar o povo para se perpetuar no poder. (Na última frase, depois do travessão, falo por mim).

Note-se bem: “A CNV serviu ao poder que a criou” (p.14). Alinharam-se com ela, dando-lhe suporte político, “diversos atores sociais e organismos públicos com o propósito de construir uma Frente Popular em torno do projeto de poder e de plataformas sociais e políticas do Partido dos Trabalhadores. O Fim da Anistia (ou a mudança de sua aplicação) e o aprofundamento da Justiça de Transição (punição dos repressores) são as colunas de sustentação de tal frente política” (pp.17-18). [Ênfase acrescentada].

Contra isso, Eliézer propõe essencialmente o seguinte (a proposta sendo detalhada na Conclusão):

  • A manutenção da Anistia sem nenhum titubeio, “em reconhecimento à sua importância para a construção do nosso regime democrático” (pp.18;311-315);
  • A construção de toda a verdade histórica e a abertura de todos os arquivos públicos e privados, o que exigirá uma [nova] comissão para trazer à luz os delitos políticos que a CNV deixou de lado” (pp.18,311-315);
  • Um sério esforço político de promoção da “reconciliação nacional”, objetivo que estava entre as finalidades da CNV, mas que esta lastimavelmente negligenciou, ao tomar partido de um dos lados da questão, contra o outro (pp.311-315).

Gostaria de publicamente dar meus parabéns ao Eliézer por seu livro. Já era tempo de que alguém, bem informado e destemido (“dessassombrado”, nas palavras do Apresentador), colocasse os pingos nos i’s acerca da CNV. O Eliézer os colocou: nos i’s e nos j’s. O Brasil lhe fica devedor pelo que você corajosamente fez.

Trata-se de um livro que merece ser lido – mas é mais do que isso: que precisa ser lido por tantos quantos estão a combater o bom combate de não permitir que o Brasil volte a ser uma ditadura – só que, desta vez, uma ditadura vermelha, comunista, bolivariana – conduzida, além do mais, por ladrões e incompetentes. Deus permita que ela não venha, porque, se vier, será bem pior do que a de 1964.

Publicado originalmente em Salto, 18 de Fevereiro de 2016; transcrito aqui em Campinas, 23 de Setembro de 2017.