Lembranças do JMC (por João Wilson Faustini)

[Texto escrito para o site do JMC anteriormente mantido por Eduardo Chaves pelo Maestro e Pastor João Wilson Faustini — figura de proa do JMC. Encontrei o texto, felizmente, em um HD antigo…]

Quando fui para o JMC, no princípio de 1948, havia muita coisa nova. O prédio Harper, com muitas salas, uma escadaria de granito na entrada principal, e os umbrais de um portão recém-construído, com borboleta giratória e o nome do Instituto José Manuel da Conceição em letras grandes, que podiam ser vistas por quem passasse nos trens, logo abaixo das escadas. A pinguela que levava à casa das moças tinha acabado de ser reconstruída, toda ela de madeira, e diversos harmônios azuis, novos, tinham sido trazidos dos Estados Unidos pelo casal Harper. Um novo sistema de telefone interno foi mais tarde instalado, e um motor novo a óleo diesel trouxe-nos o luxo de ter eletricidade durante o dia, por cerca de duas horas.

Eu já tinha ouvido falar muito a respeito do “Jota”, desde criança, porque minha irmã mais velha, Martha, já havia estudado la. Posteriormente, outros irmãos meus, Loyde, Sérgio e Cláudio, também tiveram esse pribilégio. O meu primeiro contacto com os Harpers foi em 1938, quando a Caravana Evangélica Musical regida por D. Evelina foi a Pirajuí. O casal Harper ficou hospedado em nossa casa. Lembro-me muito bem que Mr. Harper queria tirar uma foto com toda a nossa familia juntamente com ele e D. Evelina, sua esposa. Então colocou a câmera sobre o parapeito do terraço, amarrou um barbante comprido no disparo que ele mesmo puxou para tirar a foto! Eu tinha 8 anos na ocasião, mas ainda me lembro da emoção que senti ao ouvir o coral do JMC, que se apresentou na Igreja Metodista, a maior da cidade naquela época. Todos os coristas de toga creme e vinho, muito concentrados e disciplinados! A música que chamou mais a atenção de todos nós foi, naturalmente, o “Aleluia”, do Messias de Haendel. Eu fiquei boquiaberto, sentado na primeira fileira, encantado com a maravilha da harmonia daquelas vozes….

Jamais poderia imaginar que também eu iria estudar no JMC, e que, depois de formado, seria um dos seus professores. Em janeiro de 1942, com 11 anos,  eu sentia um claro chamado para o ministério. Na ocasião tive desejo de ir para o tão falado colégio interno, para fazer o curso pré-teológico, mas como era muito novo, fui informado de que não seria aceito.

Por volta de 1946, nossa família se mudou para Presidente Altino, que fica a meio caminho entre São Paulo e Jandira. Ali não havia ginásio, então Loyde, Tito e eu tinhamos que ir diariamente a São Paulo, com grande sacrifício. Loyde ia ao Colégio Batista, que era mais accessível, mas meu irmão mais velho, Tito, e eu, íamos a um Ginásio Estadual na Moóca, e precisávamos tomar pelo menos mais duas conduçoes depois de chegar na estaçao Sorocabana de São Paulo. Nesse ginásio  cursarmos a 3a. série ginasial. Nós três tínhamos de nos levantar muito cedo para tomar os trens de subúrbio por volta das 5:20 h da manhã, na ocasião do racionamento de pão, sem tomar uma refeição adequada. Tomávamos o “Carmen Miranda” superlotado, e geralmente chegávamos de volta à casa, para almoçar, ao redor das 15 h, exaustos e famintos. No fim do ano tivemos a desagradável surpresa de termos sido reprovados.  Para que eu não perdesse o ano, meus familiares acharam por bem que eu fosse fazer um exame vago no JMC, para ver se conseguiria entrar na 4a. série lá, e assim recuperar o ano perdido. Loyde, que havia estudado no JMC no ano anterior, me acompanhou até Jandira e fez os contatos necessários. Fiz o exame e passei em todas as matérias, exceto em matemática, meu calcanhar de Aquiles. Para minha alegria, fui informado de que poderia me matricular na 4a. série e que poderia refazer, também, ao mesmo tempo, a Matemática da 3a. série, que ficara pendente.

Na 4a. série tínhamos aulas de música e regência com D. Evelina Harper, que nos dava acesso a muitos hinários americanos e a muitas partituras para coro que ela mesma copiava à mão. Obviamente, estas eram as minhas matérias favoritas: Música, Regência, e o Coral.

Costumava passar os fins de semana em casa, em Presidente Altino, e mais tarde Osasco, onde nos filiamos à 5a. Igreja Presbiteriana Independente. Ao voltar ao “Jota” na segunda-feira à noite, sempre chegávamos lá no escuro, porque o motor gerador de eletricidade só funcionava até as 22:00 h. Lembro-me de que uma vez, quando me preparava para dormir, senti que com os sapatos pisei em algo estranho. No dia seguinte pela manhã verifiquei horrorizado que havia matado um enorme escorpião, que poderia ter me picado! De outra feita acordei de madrugada e na luz do luar verifiquei com pavor a silhueta de uma enorme aranha do tamanho da minha mão, pousada tranqüilamente ao alto, do lado de dentro do mosquiteiro de filó que me abrigava dos pernilongos. Lembro-me do desespero em chamar o meu colega de quarto, que se chamava Arlindo, e da complicada estratégia para matar a aranha sem que ela me tocasse….

Naqueles primeiros anos, também, bem no início das aulas, um rapaz num quarto próximo ao meu fora subitamente atingido por um raio durante uma pesada chuva. Ele veio a falecer, o que nos deixou muito assustados. Depois desse trágico acidente, pára-raios foram instalados em diversas pontos do “Jota”.

Nos primeiros anos de “Jota” fomos algumas vezes, após as aulas, numa longa caminhada, procurar jabuticabas na extensa mata que se desenrolava atrás da casa das moças. Havia uma casa abandonada, e, nos seus arredores, jabuticabeiras altíssimas. Apenas uma das vezes encontramos jabuticabas. Em outras ocasiões não era época e nem disso sabíamos…

Outro fato de que me lembro foi que, em uma aula do prof. Buonaduce, ele me pegou de mãos dadas com a minha companheira de carteira….. Com seu jeitinho amigável deu-nos uma leve “bronca”, que nos deixou vermelhinhos de vergonha….

Sempre fui ávido por participar de todas as atividades musicais que fosse possível freqüentar, para aprender tudo que D. Evelina Harper pudesse nos passar. Certa vez ela deu-me um livro de músicas para órgão, para que eu estudasse para tocar um prelúdio junto com ela, em dois harmônios, em um dos programas do Grêmio Miguel Torres. Que emoção poder tocar junto com ela!

Através do seu seu grande estímulo também levei o Coral João Sebastião Bach, da então 5a. Igreja Presbiteriana Independente de Osasco, que estava começando a reger nessa ocasião, para participar de um programa do grêmio. Nos últimos anos como aluno no JMC, D. Abigail Pereira [esposa do Ver. João Euclydes Pereira] nos cedia o seu piano, em sua residência, para que pudesse estudar durante a semana, e muitas vezes me convidava para almoçar lá, e era maravilhoso poder de vez em quando variar o cardápio e comer comida diferente da comida do refeitório….

Uma vez houve uma festa de amigos secretos entre os manuelinos, e o meu amigo escreveu-me que viria me visitar e entregar uma carta em mãos!  De fato, lá pelas tantas da noite, quando estávamos “enterrados” nos livros, alguém bateu à porta. Era o meu amigo secreto, de capa preta, chapéu, óculos pretos e lenço cobrindo o rosto. Ele entregou-me uma carta, sem dizer palavra, embora eu perguntasse muitas coisas, para ver se ouvia a sua voz. Mas ele não disse uma palavra sequer. Os seus olhos me pareciam  familiares, mas não consegui identificá-los até o dia da revelação. Surpreendi-me ao receber o meu abraço do Sérgio Freddi!

Durante minha estada no “Jota” organizei diversos quartetos e quintetos masculinos,  com colegas como Nehemias Marien, Daily França, Carlos Araújo, Alírio Camilo, Francisco Almeida, e Mizaque Rodrigues. Cantávamos hinos, mas também músicas seculares, tipo barbershop, tais como Lazy Moon, It’s Delightful to Be Married, My Creole Sue e Serenata,  de Schubert. Freqüentemente, quando chegavam visitantes americanos, éramos convocados para cantar. Numa dessas vezes, quando já estava me preparando para ir aos Estados Unidos para estudar,  conheci o casal Kitchen, de Philadelphia. Eles mostraram muito interesse por mim, corresponderam-se comigo e me ajudaram muito, em muitos aspectos, até a morte da Sra. Kitchen, em 1964. Eles foram como pais e família para mim, nas duas vezes que estive estudando nos Estados Unidos, e voltaram para me visitar no “Jota” quando já estava casado e morava na casa que havia sido anteriormente a enfermaria, bem atrás do prédio Harper.

Uma vez o quinteto manuelino participou da “Hora da Peneira” na Radio Cultura de S.Paulo, cantando a Serenata de Schubert, que era um dos nossos maiores “hits”.

Lembro-me que em 1948 um caminhão havia sido doado ao “Conceição” e naquele mesmo ano uma Caravana Evangélica Musical foi organizada para o Sul do Brasil. Bancos foram adaptados na carroceria do caminhão para acomodar mais de 25 pessoas que compunham aquele grupo. A Caravana Coral era selecionada cuidadosamente. O caravanista era avaliado quanto a voz, comportamento, e espírito cristão, porque o grupo tinha objetivos muitos claros de evangelização. Os ginasianos nunca tinham chance de entrar nesse coral itinerante. Só participavam dele as classes mais adiantadas, de pessoas mais maduras, que já demonstrassem qualidades úteis para os seus objetivos ou que, mesmo sem cantar, fossem excelentes pregadores. Os ginasianos teriam possivelmente outras oportunidades mais tarde. Fiquei muito triste quando vi que eu não me qualificaria para integrar a Caravana, por estar ainda no Ginásio, na 4a. série. Anos mais tarde D. Evelina, que sempre me encorajou na música, ficou muito surpreendida em saber que eu não havia participado dessa Caravana ao Sul, e disse-me: “Mas como foi que deixamos de incluir o senhor naquele grupo? O senhor teria tanto para contribuir!”  Entretanto, no ano seguinte,  ela não estava bem da sua asma, e escolheu-me para liderar uma pequena Caravana Evangélica Musical composta de apenas  onze rapazes, para viajar nas férias pelo sul de Minas. Viajamos por muitas cidades do sul de Minas e triângulo mineiro, tendo as mais diversas experiências em casas de famílias e pequenas pensões e igrejas. Esse mesmo grupo de onze rapazes chegou a gravar um disco em 78 rpm, que incluía hinos como Oh que precioso sangue, Oh momentos preciosos, Enquanto, ó Salvador, teu livro ler, entre outros.

Logo que o ano escolar teve início, em 1948, D. Evelina reuniu alguns de nós que sabíamos um pouco de música, para organizar um Departamento de Música, e nos transformou em professores de harmônio. Quanto desenvolvemos dando aulas para principiantes!…  Lembro-me de que faziam parte deste grupo Magali Marien, Alírio Camilo, Eudóxio Mendes e Jaci Maraschin. Devo ainda ter uma foto desses professores de Música sentados nos degraus da entrada da casa dos Harpers. Ela também fazia escalas para tocar ou reger nos cultos matutinos diários, o que nos aterrorizava, mas que foi ótimo treinamento para todos nós.

Durante diversos anos nos levantamos de madrugada no dia 15 de março para fazer serenata e cantar “parabéns” junto à janela de d. Evelina, que aniversariava nesse dia. Íamos a seguir cantar para D. Abigail, esposa do Rev. João Euclydes, que também aniversariava naquele dia. D. Evelina e Mr. Harper se referiam depois aos “anjos” que ouviram cantar de madrugada….

Um dia D. Evelina acordou com um forte ataque de asma, e Mr. Harper veio ao meu quarto e me pegou pelo pescoço dizendo com o seu sotaque característico: “O senhor vai hoje ensaiar o Coro Misto, porque D. Evelina não pode vir ao ensáio.” Fiquei assustado com a tarefa diante de mim, porque o hino que estava sendo preparado era “Louva a Deus, ó Jerusalém, Louva a Deus, ó Sião” , que eu achava lindo mas, na época, parecia um pouco além da minha capacidade. No entanto, que prazer senti ao reger aquele coral de vozes bem treinadas, com um excelente naipe masculino, que sempre caracterizou os corais do Conceição! Naquele momento confirmou-se mais do que nunca que era isto mesmo que eu gostaria de continuar fazendo o resto da minha vida!… Logo ela incumbiu-me de reger o Coro do Ginásio. Eu havia ido ao Conceição sem jamais me esquecer do meu chamado para o Ministério aos 11 anos. Entretanto, D. Evelina mostrou-me que o trabalho na música sacra poderia ser também um ministério, e apontou para as muitas necessidades do Brasil nesse campo.  Quando em 1950 o casal Harper voltou aos Estados Unidos de licença, ela me deixou responsável pelo Departamento de Música, com toda a regência dos corais, coordenação das aulas de harmônio e ainda a responsabilidade de ministrar as aulas de teoria para as quatro series do ginásio.

Um dia eu estava tocando hinos com todo o entusiasmo, usando todo o volume dos foles dos pequenos harmônios portáteis, no “Conservatório”, aquela pequena casinha, no fim da pinguela que ia para a casa das moças, quando fui abordado por D. Evelina, que apareceu de súbito na janela, dizendo: “Eu sabia que deveria ser o senhor que estava tocando, não poderia ser outra pessoa!” Depois ela me informou que ela e Mr. Harper estavam tentando conseguir uma bolsa de estudos para mim nos Estados Unidos, para me aperfeiçoar em música sacra.    Fiquei exultante! Duas coisas que eu amava: A música e o Inglês, no qual teria também de me aperfeiçoar! Mas não estaria eu fugindo ao meu chamado para o ministério, para me especializar numa área para a qual eu tinha talento e gostava muito, como a música? Nesse estado de espírito estava caminhando perto de um brejo que havia nas imediações do campo de futebol, e me pareceu ouvir até os sapos e as rãs confirmarem: “Coro, coro, coro…..”  e uma grande convicção tomou posse de mim, e eu fiquei sabendo que esta era realmente a vontade de Deus para a minha vida naquele momento.

Fui para os Estados Unidos em julho de 1952 e, em 1955, logo após a formatura, no mês de junho, voltei ao Brasil. Agora, com Bacharelado em Música, vinha para lecionar no JMC e substituir permanentemente D. Evelina Harper. O Rev. Wilson de Castro, diretor na época, recebeu-me jubilante. Qual não foi a minha surpresa quando deu-me uma lista das matérias que eu deveria lecionar: Matemática (por incrível que pareça!), Geografia, Historia e Português para o Admissão e Inglês, para todo o Ginásio e Colégio. Além dessas, Música. Fiquei tremendamente desapontado! Queria fazer tanto com a Música, e com todos aqueles outros encargos, teria meu tempo bastante limitado, mesmo porque não me achava em condições de dar aulas daquelas matérias todas, especialmente de Matemática, a mesma matéria em que eu ficara reprovado anteriormente! Mas assim foi o meu começo como professor no “Jota”, como deve ter sido o de muitos outros, que precisaram lecionar muitas matérias, mesmo aquelas nas quais não se achavam bem habilitados…. Aos poucos outros professores apareceram e o Departamento de Música crescia e exigia mais do meu tempo,  e pude me dedicar mais à minha especialização. Na primeira formatura após a minha chegada dos Estados Unidos, em novembro de 1955, realizada nos salões da Terceira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, com pouquíssimo tempo de ensaio, os manuelinos cantaram pela primeira vez o hino Desde o Passado (mais tarde traduzido como Deus dos Antigos), acompanhados de pistão por um dos alunos. Em 1957 organizamos um Caravana Coral que gravou o LP “Os Céus Proclamam”, que incluía entre outros, o Aleluia de Haendel acompanhado de orquestra. Essa Caravana Coral estava pronta para viajar, com o itinerário todo traçado, quando nasceu o nosso primeiro filho, Davi Marcos. Como ele teve problemas de parto e nasceu com compressão cerebral, o médico achou que seria imprudente de minha parte sair de viagem com o Coral, até que o estado crítico de meu filho se estabelizasse. Hope Gordon e Davi Machado [filho do Rev. Joaquim Machado], que eram meus alunos de regência na ocasião, assumiram a batuta do Coral, para que o programa pudesse ser cumprido.

Iniciamos em 1957 os Seminários de Música Sacra, os cursos noturnos de Regência, ministrados às segundas-feiras em São Paulo, nas dependências da Primeira Igreja Presbiteriana Independente, a publicação da coletânea “Os Céus Proclamam” e os Festivais Corais. Eu pretendia que, como as outras iniciativas, a publicação dessas músicas fosse também uma promoção do JMC. Entretanto o JMC nunca teve fundos para fazê-las, embora elas eventualmente pudessem  contribuir para as suas precárias finanças. Por essa razão fui obrigado a fazer delas um empreendimento pessoal, o que veio mais tarde a se tornar uma bênção e uma fonte de sustento para mim.

Voltando um pouco atrás ainda, quando eu havia chegado dos Estados Unidos, formado, solteiro e professor aos 24 anos, foi me cedida pela Diretoria do “Jota” uma casa para morar. Essa casa ficava entre o prédio Harper e a casa do Prof. Buonaduce. Diversas moças, enquanto eu era solteiro, vinham fazer piquenique no gramado de minha casa e também me presentear ali com quitutes feitos por elas…

Enquanto eu estava ainda nos Estados Unidos, um casal de missionários americanos, Dr. Donald Gordon e D. Helena, estava de férias por lá. Passei o meu recesso escolar do Natal de 1952 com eles, em Cape Cod, Massachussets. Muitas vezes eles falavam nas igrejas americanas sobre o trabalho que realizavam no Brasil, e me apresentavam como um de seus filhos brasileiros. Nessa época convidaram-me para conhecer o trabalho deles em Rio Verde, Goiás, o que fiz em Janeiro de 1956, logo que voltei ao Brasil. No mesmo jeep ia também uma das filhas, Hope Gordon. Nessa viagem, ao passarmos por Araraquara, num domingo, fiquei conhecendo a Queila, que me acompanhou num solo, no programa religioso da rádio local. Em Dezembro de 1956 casei-me com a Queila.

Quando ainda éramos noivos, a Queila veio lecionar piano no JMC, a meu convite, e foi morar com a Hope Gordon. Nessa ocasião resolvemos fazer uma opereta intitulada “Um Novo Conceição ”, que foi apresentada no dia do JMC em 1956, num palco improvisado que fora montado atrás do prédio Harper. O sucesso foi tão grande que tivemos de repeti-la dias depois, em São Paulo, no salão social da Primeira Igreja Independente. Hope Gordon fez o libreto e eu compus a música. Queila foi a pianista e os alunos foram os personagens da história, que, por estranha coincidência, parecia ter sido uma verdadeira profecia, cumprida poucos anos mais tarde, com o fechamento do “Jota”. …. No enredo havia, entre os professores, um tal de Prof. Malamargo, que resolveu, sem motivo algum, fechar e destruir o educandário…  Tudo ficou triste e abandonado… Mas, no final da opereta, o “Conceição” foi reaberto, com grande alegria e entusiasmo de todos os alunos e professores… Quem sabe esta parte da suposta profecia ainda irá se cumprir! Não é isto que todos nós gostaríamos que acontecesse?

Trasncrito aqui em 6 de Novembro de 2015

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