O Primeiro Dia do Encontro: 22/9/2017

ENCONTRO DOS MANUELINOS EM CAMPINAS… 22-9-2017
 
E foi a tarde e a noite do primeiro dia…
 
Bom, o Quinto Encontro Estendido (3 dias) dos Manuelinos está ocorrendo a pleno vapor em Campinas, no Hotel Golden Park Viracopos — que fica exatamente no ponto em que as Rodovias Bandeirantes e Santos Dumont se encontram. (Para quem vem de São Paulo, pela Bandeirantes, é necessário pegar a Santos Dumont na direção de Viracopos / Indaiatuba / Salto / Itu / Sorocaba e imediatamente sair à direita, na primeira saída, onde se pode ver um Posto de Gasolina. Dali há placas para o Hotel, que fica a 1 km. Por incrível que pareça, dentro do hotel não se houve o tráfego intenso que passa fora. Os quartos são extremamente confortáveis e a comida boa.
 
Cheguei ontem, 22-9, sexta-feira, por volta das 11h30, apesar de o checkin ser a partir das 14h. Havia combinado com o Almir e a Jacira, que foram os organizadores deste evento (como dos anteriores), vindos lá de perto de Belo Horizonte, bater um papinho antes de ter muita gente. Eles haviam chegado no dia anterior 21-9, quinta-feira — como também o fizeram o Coutinho e a Márcia, vindos lá de Santa Catarina… Além dos quatro já estavam no hotel o Ireno, vindo de Cuiabá, o Javan, vindo de Passa Quatro, o Jairo Brasil e a muher… (não me lembro de onde o Jairo e a mulher moram; só sei que estavam acabando de chegar de viagem do exterior.) Logo em seguida chegaram o Elizeu, a Marly e a Elke, filha deles. Ficamos batendo papo, tomando cerveja e beliscando salgadinhos debaixo de uma mangueira bonita, relembrando os bons tempos… Depois foi chegando mais gente (o Emílio, vindo do Rio de Janeiro, o Tonhão, o Lindolfo, etc.), mas esses foram os primeiros.
 
Almoçamos no restaurante do hotel — almoço cobrado à parte, porque nosso pacote previa chegada às 14h de sexta e saída por volta da mesma hora no domingo. R$ 43 por pessoa, depois de alguma negociação… Todo mundo achou meio carinho, mas a fome era maior do que o apego ao dinheirinho…
 
Depois das 14h começou chegar bastante mais gente: O Pemberton com a mulher, o Leci, o Ronan (vindo de Pouso Alegre, MG), com a família inteira (inclusive três filhos e netos – fiquei gamado na Heloísa, netinha dele, de um aninho de idade, quase dois), o Patrocínio, o Paulão Cosiuc, apesar de fraquinho com a doença, o João Rhonaldo e a Sueli, mulher dele, a Isva Xavier (já me dando uma bronca por que não tenho ido com frequência à Catedral, igreja de que ambos somos membros), etc. Mais tarde chegaram a Anne-Marie, vinda do Paraná, a Nancy, que foi diretora das moças em 1963 e, parece, 1964, o Isauro e família, etc. Sei que estou deixando gente de fora, mas à medida que olhar as fotos e identificar as pessoas, algumas dos quais não conheço (gente que não me foi contemporânea, “aderentes” (cônjuges, filhos, netos, amigos, etc.).
 
Uma coisa fantástica que o Almir e a Jacira inventaram foi o conceito de “Manuelino Honorário” (não é bem esse o nome que eles usam, mas o conceito é esse). Para quem vem aos encontros sem ter sido manuelino, eles bolaram um certificado “manueliza” a pessoa para fins de participação na “confraria”… Até crianças são assim honorarizados. É muito bacana, por uma razão que o Almir, o Elizeu e eu discutimos um pouco e que passo a discutir – passando essa ideia a ser o tema principal deste primeiro relato.
 
É, de qualquer ângulo que se olhe a questão, algo perto de um milagre que, quase 90 anos depois da fundação do JMC, em 1928, e quase 50 anos depois de seu fechamento, no final de 1970, ainda seja possível reunir quase 50 manuelinos (e mais uns 20 aderentes) em um encontro para o qual alguns viajaram basicamente um dia inteiro…
 
Ou vejamos.
 
Quando o colégio fechou, em 1970, a média de idade dos alunos, imagino, deveria ser algo entre 15 e 25 anos. Como já faz quase 50 anos (para arrendondar: 47, na verdade), o ex-aluno MAIS NOVO do JMC tem por volta de 65 a 75 anos de idade. Juntar quase 50 pessoas com idade começando nessa faixa não é fácil… Mas estamos aqui. Contando o Pemberton, ex-diretor na época em que eu estudei, que acabou de fazer 96 anos, havia gente com mais de 80, havia o que me pareceu ser uma maioria na casa dos 70 (como eu), e a “criançada” de menos de 70, mas certamente acima de 60. Nenhum de nós tem problema em dizer a idade — embora seja desnecessário, porque a gente sabe, com uma aproximação muito boa…
 
Quando criamos a Associação de Alumni e Alumnae do Instituto José Manuel da Conceição, no fim dos anos 1980 ou começo dos anos 1990, por instigação do Takasi Simizu, a ideia era congregar os ex-alunos esparsos por esse Brasil afora. Por volta de 1995, quando a Web chegou ao Brasil, criei um site para a Associação, publicamos uma newsletter, agitamos bastante. Alguns, mais ousados, queriam recriar o JMC e começaram até examinar a questão se era possível “des-desapropriar” o campus que havia sido desapropriado pela Prefeitura de Jandira, numa história muitíssimo mal-contada que até hoje, quem conhece, não abre a boca pra contar como foi nem sob ameaça de desterro para a Síria ou para a Tchetchênia. Aos poucos viu-se que recriar o JMC era uma utopia. Mas sempre ficou um certo mal-estar nostálgico, decorrente da certeza de que, se não fizermos nada, daqui a pouco os ex-alunos estarão todos mortos, e quem se lembrará do Jota?
 
Pensou-se em criar um Museu do JMC, talvez lá no local, em uma sala a ser cedida pela Câmara Municipal, mas não foi fácil levar adiante a ideia. O Emílio Eigenheer chamou a si a tarefa de coordenar algumas publicações, eu continuei a botar relatos e depoimentos no blog, foi feita uma mostra no Museu Presbiteriano em Campinas, não me lembro bem quando, mas a coisa ficou por aí.
 
Em um artigo que escrevi para um Dicionário de Instituições Educacionais Protestantes (ou seriam Presbiterianas), a ser publicado pelo Mackenzie (deve ser de Instituições Presbiterianas o escopo), e que não foi publicado ainda (embora tenha distribuído algumas cópias para amigos), estabeleci uma distinção entre o “corpo do JMC” (que infelizmente, está morto e enterrado, exceto pelas nossas carinhosas lembranças) e a “alma do JMC” que, a julgar por este encontro, o primeiro dos cinco de que eu posso participar, está muitíssimo viva e “serelepe” (à semelhança do Elizeu depois que começou a fazer pilates e conseguiu curar a dor no joelho dele). E as “tochas” que mantêm a alma viva, como uma luz que brilha, estão sendo ampliadas pelos manuelinos honorários. Se contarmos com o fato de que há algumas crianças com menos de dez anos presentes aqui, que são manuelinos de terceira geração, netos dos colegas que frequentaram a escola nas suas duas últimas décadas de vida, podemos contar com o fato de que, se trabalharmos bem, aumentando o número de honorários jovens, a “alma” do Jota estará preservada no mínimo por uns 50 anos mais…
 
Vamos pensar em como fazer isso?
 
Em Campinas, 23 de Setembro de 2017, de manhãzina, antes do café.
 
Eduardo CHAVES
 
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