Relato do Terceiro Dia e Apanhado Geral: 24/9/2017

O terceiro dia do Encontro dos Manuelinos de 2017, como o primeiro, foi curto: às 14h tínhamos de estar fora dos quartos e, logo depois, quase todo mundo já havia ido embora. Um ou outro, que mora longe, ficou para viajar apenas na segunda-feira cedo. Todo mundo lamentava que o tempo tivesse passado tão rápido. Embora no calendário fossem indicados três dias, na verdade foram só dois: de 14h do dia 22 até às 14h do dia 24. Quarenta e oito horas é pouco para quem tem tanto a rememorar, a conversar, a mostrar, a indagar… E alguns chegaram bem depois das 14h no dia 22 e outros saíram mais cedo no dia 24. E houve alguns que, por força de compromissos familiares ou profissionais, só vieram por (parte de) um dia: o Eliezer Rizo, no sábado, e o Assir (Gordurinha) e a Dayse Pereira, no domingo. O Geodi Camargo Almeida, acompanhado da mulher (de cujo nome infelizmente me esqueço) só chegou no sábado – mas ficou até o fim no domingo…

Ontem (24/9, domingo) tivemos um café da manhã longo e preguiçoso, que se estendeu das 7 às 10h. O refeitório se tornou um excelente local de bate papo. A gente se juntava ao redor de uma mesa, depois de outra, e, sentindo vontade de beliscar alguma coisa, sempre podia voltar à mesa e pegar um outro pão de queijo, um sonho, um copo de suco, mas um cafezinho preto… Mas outros preferiram conversar curtindo o sol à beira da piscina. O Almir primeiro avisou a gente de que teríamos de estar com todos os nossos pertences fora do quarto até o meio dia. Depois o Jairo foi até a recepção, jogou o charme dele em cima da recepcionista, e conseguiu que o prazo fosse estendido até às 14h… Mas, a essas alturas, eu, “caxias” como sempre, já tinha colocado todas as minhas coisas no carro…

Antes do almoço tiramos uma foto geral perto das mangueiras. Para que saísse todo mundo tivemos de nos posicionar em filas: os mais altos atrás, os de tamanho menor na frente, e um bando de nós agachados (quase que escrevi com x). Agachar até que não foi difícil. Mas depois de várias fotos, tiradas com os telefones de meio mundo, o duro foi levantar. Foi preciso que vários colegas funcionassem meio como guinchos, levantando os colegas acocorados… Ficar velho, por mais que tentem nos convencer do contrário, não é fácil. Eu era um dos agachados. Por isso, acabei não tirando uma foto. Espero que quem tirou as poste rapidamente na página:

https://facebook.com/institutojmc/

Depois, o almoço final, com lembretes, e tudo. E daí começaram as despedidas. Eu saí meio de soslaio, só me despedindo dos que estavam à mesa comigo: o Elizeu, a Marly, a Elke, o Gordurinha e a Dayse. Tinha prometido uma carona para o Javan Ozias Laurindo (até a Rodoviária de Campinas) e o Paulo Cosiuc (até o apartamento dele, em Campinas) e eles já estavam prontos para ir há algum tempo – eu inzonei um pouco para ir almoçar e acabei me atrasando.

Chegando aqui em casa, em Salto, estava sozinho. Minha mulher, Paloma, estava voltando de Natal, onde havia ido dar uma palestra, e, na volta, ia ficar em nosso apartamento em São Paulo, porque amanhã, terça-feira, tem aula na USP, onde está fazendo o doutorado. Aqui fiquei remexendo nos meus guardados do JMC, vendo fotos, lendo coisa que fazia tempo eu não lia. Chamou-me a atenção as folhas datilografadas com os dados de uma campanha financeira que o JMC fez no segundo semestre de 1963, meu último ano lá. Eu nem me lembrava, mas fui capitão do time de arrecadação dos alunos (havia um capitão dos professores, que era o Rev. Olson Pemberton, um do pessoal externo, e o “general” dos capitães, que era o Renatinho. Fiquei admirado com quanto consegui arrecadar. Fui até o Rio de Janeiro, visitei várias igrejas lá, preguei na Igreja Presbiteriana de Ramos, onde era pastor o Rev. Domício Pereira de Mattos, que havia sido colega de meu pai no Seminário, visitei várias cidades do interior de São Paulo e do Sul de Minas, rodei a capital de São Paulo, e acabamos por arrecadar basicamente a mesma coisa que o time dos professores arrecadou. Não me lembrava desse episódio. Mas ao reler os relatórios, e ver que os capitães podiam descontar as despesas de viagem do montante arrecadado, lembrei-me de que, ao ir ao Rio, e era a primeira vez que o fazia, não pude deixar de dar uma volta pela Praia de Copacabana – onde tomei o refrigerante de uva Grapete pela primeira vez. Gostei tanto que tomei dois (as garrafinhas eram pequeninas, tipo caçula).

Li alguns relatórios do Rev. Harper e da Dona Evelyna, escritos em Inglês, para a Missão, li alguns números de O Idealista, a newsletter do Jota, e fiquei naquele estado de espírito de quem está tentando estender ao máximo a experiência de estar junto de colegas tão queridos e que, infelizmente, vemos tão pouco… Eu sei que quando a gente está acima dos 60 é difícil adquirir novos hábitos, em especial hábitos relacionados com a tecnologia. Mas se fizéssemos um esforço de nos comunicar, entre os encontros, pelo Facebook, a gente poderia ir adiantando os papos que seriam retomados em contexto presencial, durante o encontro. Apesar dos dois dias, houve gente com quem conversei, face-a-face, muito pouco. Houve outros com quem conversei mas de quem não consegui extrair informações que gostaria de ter.

Peço à Jacira e ao Almir para me enviar, se possível, a lista com os nomes dos participantes e, se possível, os anos em que eles estudaram no JMC, para que todos saibamos exatamente quem estava lá, acompanhado de quem (o Ronan levou a família inteira, até as netas), quais eram os Manuelinos Honorários que estavam lá, por quem eles foram convidados pela primeira vez…

Já me comuniquei, de ontem para hoje, com a mulher do Otoniel Marinho de Oliveira, de Fernandópolis, cujo nome é Dirce Machado de Oliveira, que me garantiu que vai fazer de tudo para leva-lo no próximo encontro. Ela é irmã de um grande amigo meu, Dioraci Machado, presbítero da Primeira Igreja Independente de São Paulo, e agora em processo de implantar uma IPI em São Carlos. Eles me informaram que um irmão dos dois, Domingos Vieira Machado, apelidado Branco, estudou lá também, acho que por um ano. Alguém conheceu ou se lembra dele? Quem sabe ele vem também no próximo encontro. E quem sabe o Tonhé traz o filho (Otoniel Marinho de Oliveira Jr), que é pastor, acho que em Guararema, para abrilhantar os trabalhos, e, junto com a mãe, ganhar o título de Manuelino Honorário.

O tempo é curto – e para quem tem a nossa idade, mais curto ainda. Acabei de saber de uma prima de minha mulher, Yara Le Du, de minha idade, filha do Rev. Jacques d’Ávila, da Igreja Metodista, que alguns podem ter conhecido, foi internada para uma operação que não deveria ser complicada, mas contraiu uma infecção, no corte, que se generalizou e ela acabou morrendo esta madrugada. Em poucos dias foi, de uma pessoa que estava mais ou menos bem, para alguém que apenas vive em nossa memória. Precisamos aproveitar bem os dias que nos restam – e é bom fazê-lo entre amigos de muito tempo… Carpe Diem.

Em Salto, 25 de Setembro de 2017

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